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Padre na Nigéria celebra missa com fuzil e levanta debate sobre perseguição religiosa; veja vídeo

O país africano permanece entre os países mais perigosos do mundo para os cristãos. Segundo a edição de 2026 da World Watch List

Romildo Lacerda

13 de julho de 2026 às 18:29   - Atualizado às 18:30

Padre nigeriano

Padre nigeriano Foto: Reprodução

Um vídeo que mostra um padre nigeriano celebrando uma missa com um fuzil posicionado ao seu alcance voltou a ganhar repercussão nas redes sociais. As imagens já haviam viralizado em fevereiro de 2026 e, novamente, despertaram debates sobre a violência enfrentada por comunidades cristãs na Nigéria.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a data exata da gravação nem sobre a localização da igreja onde a celebração ocorreu.

Embora a cena tenha provocado reações diversas entre internautas, ela reflete o cenário de insegurança vivido por religiosos e fiéis em diversas regiões do país africano. Nas últimas décadas, ataques contra igrejas, líderes religiosos e comunidades cristãs têm sido registrados com frequência, especialmente em áreas marcadas pela atuação de grupos extremistas, criminosos armados e militantes fulani.

Veja vídeo:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A realidade da perseguição na Nigéria

A Nigéria permanece entre os países mais perigosos do mundo para os cristãos. Segundo a edição de 2026 da World Watch List, elaborada pela organização Open Doors, dos 4.849 cristãos mortos em razão da fé em todo o planeta, 3.490 foram assassinados em território nigeriano. O número representa aproximadamente 72% de todas as mortes registradas globalmente por perseguição religiosa.

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Além dos homicídios, sequestros de sacerdotes e ataques a templos religiosos fazem parte da rotina em diversas localidades. Dados da organização Aid to the Church in Need apontam que mais de 212 padres foram sequestrados na Nigéria entre 2015 e 2025. Já a Agência Fides, ligada ao Vaticano, informou que cinco missionários católicos foram mortos somente em 2025.

Nesse contexto, algumas comunidades passaram a adotar medidas excepcionais de proteção. A presença de armamento durante celebrações religiosas, embora incomum, é interpretada por parte dos moradores como uma tentativa de garantir a segurança de sacerdotes e fiéis diante da ameaça constante de ataques.

A Igreja Católica ensina, por meio do Catecismo da Igreja Católica (§2265), que existe o direito à legítima defesa dos inocentes quando necessário. Ao mesmo tempo, a instituição reafirma que a resposta à violência deve estar fundamentada na busca pela paz, na justiça, na oração e na solidariedade às vítimas da perseguição religiosa.

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