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"Bíblia o cacete": jornalista afirma que religião é "demoníaca" e chama escrituras de "livro idiota"

O radialista ainda afirmou que a religião deveria ser banida.

Cami Cardoso

08 de abril de 2026 às 11:20   - Atualizado às 12:02

"Bíblia o cacete": jornalista afirma que religião é "demoníaca" e chama escrituras de "livro idiota"

"Bíblia o cacete": jornalista afirma que religião é "demoníaca" e chama escrituras de "livro idiota" Foto: Reprodução

O jornalista José Carlos Magdalena, âncora do Jornal da EP na Rádio EP FM 95.7, causou polêmica nesta terça-feira, 7 de abril, ao fazer uma série de declarações críticas à Bíblia Sagrada, às instituições religiosas e à fé cristã durante a transmissão ao vivo do programa.

Durante um debate, Magdalena afirmou, de forma exaltada: “A Bíblia é um cacete, é um livrinho idiota… tudo besteira… tudo palhaçada”.

"Ah, mas a Bíblia, a Bíblia é cacete, é puta livrinha idiota. A religião é um demônio que, infelizmente, está no meio social. A religião é demoníaca. Tá aqui, ó, o Cláudio. Mas Deus não fez homem para não fez o homem para a mulher e vice-versa, ou a Bíblia está errada. A Bíblia está errada. A Bíblia é uma bosta, se você quiser saber. Sabe? Ali tem um monte de criação, cada um colocou um uma coisinha a mais, tal, tal, tal."

Ele ainda classificou “a religião” como “demoníaca” e disse que deveria ser “banida” da sociedade. Mesmo alertado pelo colega de bancada, o comentarista Luís Antônio, sobre a possibilidade de suas falas configurarem intolerância religiosa, Magdalena manteve o tom crítico.

Eu sou feliz como sou. Você é feliz. O que que as pessoas tem a ver com isso? Tá fazendo algum mal para você? 'Ah, mas Deus', Deus o cacete, cidadão.Seja feliz. É isso que Deus quer. Eu acho que a religião é demoníaca, tinha que ser banida.

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Em suas redes sociais, Magdalena afirmou que sua crítica seria direcionada ao “sistema religioso” e não à fé individual das pessoas, mantendo suas opiniões sobre o tema.

Confira o Vídeo

Intolerância religiosa no Brasil

A intolerância religiosa, definida como qualquer ato de discriminação, hostilidade ou violência motivado pela fé ou crença de uma pessoa, é crime no Brasil.

O país, embora seja marcado por grande diversidade religiosa, incluindo católicos, evangélicos, espíritas, afro-brasileiros, indígenas e outras tradições, registra episódios recorrentes de preconceito e ataques a grupos religiosos.

O Código Penal brasileiro prevê punições para crimes motivados por preconceito religioso. O artigo 208 trata do “escárnio ou ultraje” a culto religioso ou a cerimônias, enquanto o artigo 140, combinado com a lei 7.716/1989, considera injúria racial e religiosa crimes com penas que podem variar de um a três anos de detenção, além de multa.

Além disso, a Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso VI, garante a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício de cultos religiosos e a proteção aos locais de culto.

Já o artigo 19 proíbe a União, os estados e os municípios de estabelecerem restrições à prática religiosa, reforçando a proteção legal contra qualquer forma de discriminação.

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