Padre Raimundo Luzia Gonzaga de Sousa, pároco da Paróquia Foto: Divulgação
O caso de um padre afastado após denúncias de assédio e estupro de adolescentes tem causado grande repercussão na cidade de Timon, no Maranhão, e mobilizado autoridades religiosas e civis. A Diocese de Caxias anunciou no último dia 6 de julho o afastamento temporário do padre Raimundo Luzia Gonzaga de Sousa, pároco da Paróquia Menino Jesus de Praga, após o recebimento de denúncias que envolvem o nome do sacerdote em casos de violência sexual contra menores de idade.
De acordo com a nota oficial assinada pelo bispo Dom Sebastião Lima Duarte, a medida busca evitar escândalos, garantir a liberdade das testemunhas e preservar o andamento das investigações. Durante o afastamento, o religioso está proibido de celebrar missas, realizar sacramentos e exercer qualquer função pública ligada ao ministério sacerdotal.
As acusações foram formalizadas por duas jovens que, na época dos supostos abusos, tinham 16 e 17 anos. Uma das vítimas relatou ter sido assediada, enquanto a outra denunciou um caso de estupro. O próprio padre foi ouvido pela Comissão de Investigação Prévia, e as oitivas foram encaminhadas ao bispo, que determinou o prosseguimento do processo canônico.
A situação do padre afastado após denúncias será encaminhada ao Dicastério da Doutrina da Fé, em Roma, instância do Vaticano responsável por investigar casos de abusos dentro da Igreja. A Diocese reforçou que o processo corre em segredo e que todas as medidas seguem o protocolo estabelecido pelo Papa Francisco para casos de violência contra menores.
Paralelamente, a Polícia Civil do Maranhão também investiga a denúncia. A delegada Rosa Lina, da Delegacia da Mulher de Timon, informou que até o momento nenhuma vítima registrou boletim de ocorrência formalmente, mas que a equipe de investigação já está atuando com base em informações preliminares colhidas em redes sociais e aplicativos de mensagens.
O caso do padre afastado após denúncias reacende o debate sobre a responsabilidade da Igreja diante de crimes cometidos por seus membros e a necessidade de garantir escuta, proteção e justiça às vítimas de violência sexual.
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Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
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