Pastor Ailton Foto: Reprodução
Durante um culto de doutrina recente, o pastor Ailton José Alves, presidente vitalício da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), proferiu palavras que causaram grande repercussão nas redes sociais. Ele afirmou, com tom emocionado, que os obreiros dessa denominação devem demonstrar uma lealdade profunda e "dar a vida por ela".
“Amem esta igreja (AD Pernambuco), sintam-se honrados em pertencer a ela, que não é fruto de divisão ou discórdia. Obreiros, defendam, deem a vida, não sejam traidores, deem a vida por ela”, declarou o pastor.
A fala foi criticada por parte dos internautas, que apontaram a frase como uma possível exaltação institucional. Um comentário comum nas redes lamentava que essa devoção extrema conflita com ensinamentos bíblicos, como em Éfésios 5:25 — “Cristo já entregou a vida pela Igreja”. Já os defensores da instituição alegaram que a declaração foi mal interpretada e refletiria fidelidade ao propósito espiritual da IEADPE, não à instituição em si.
A IEADPE, fundada em 1918, é a maior denominação evangélica de Pernambuco. Sob liderança de Ailton José Alves desde 1998, ela expandiu sua atuação missionária, fortaleceu o trabalho de evangelização por meio da Rede Brasil de Comunicação e ampliou significativamente sua presença física e social.
Além disso, a igreja tem tradição de promover mobilidade interna e centralização dos obreiros: líderes notáveis são frequentemente transferidos de congregações no interior para a sede, prática observada desde gestões anteriores como forma de exercer controle institucional mais eficaz. Casos como o do pastor Jônatas Lins, removido de Barreiros sem justificativa clara em 2020, ilustram esse padrão.
Críticos apontam que discursos como o do pastor Ailton reforçam um ambiente hierárquico onde questionamentos são desencorajados, e desavenças internas são vistas como traição. Por outro lado, fiéis fiéis interpretam tais orientações como chamas de fidelidade e compromisso espiritual.
O impacto de declarações como essa reacende a discussão sobre limites entre devoção religiosa, liderança institucional e os riscos de idolatria a figuras e estruturas organizacionais. A IEADPE optou por não se manifestar oficialmente sobre a repercussão.
Da redação do Portal com Informações do site FuxicoGospel
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