Para o líder religioso, cada execução dessas músicas corresponderia a um ato de invocação espiritual, que teria efeitos sobre o público sem que ele perceba.
Líder da Igreja da Pombagira, Bruxo Malagueta lista músicas que funcionam como rituais satânicos Foto: Reprodução
O líder religioso Bruxo Malagueta, conhecido por dirigir a chamada “Igreja da Pombagira” no Rio Grande do Sul, voltou a chamar atenção nas redes sociais com declarações sobre a influência de músicas do pop internacional.
Ele afirmou que artistas como Katy Perry, Lady Gaga, Jay-Z, Lil Nas X e Sam Smith produzem conteúdos que, segundo ele, funcionam como rituais capazes de impactar os ouvintes de forma inconsciente.
Em suas falas, Malagueta destacou a canção Lucifer, de Jay-Z, classificando-a como um “pacto cantado”. Ele afirmou que já participou de rituais semelhantes aos que, em sua visão, estariam presentes nas produções musicais de grandes nomes da indústria.
Para o líder religioso, cada execução dessas músicas corresponderia a um ato de invocação espiritual, que teria efeitos sobre o público sem que ele perceba.
O foco principal do discurso de Malagueta são crianças e adolescentes. Ele sustenta que a força dessas músicas está na combinação entre melodia e estética, que seduzem emocionalmente os ouvintes enquanto, segundo ele, causariam danos espirituais.
Uma das falas mais comentadas do líder afirmava que ao dar “play” nessas canções, o público estaria “abrindo portas” para influências espirituais negativas.
Especialistas em cultura digital afirmam que debates desse tipo refletem um fenômeno conhecido como “pânico moral” em ambientes online.
Diferente dos anos 1980, quando discussões sobre supostos rituais se restringiam a grupos religiosos específicos, hoje as redes sociais ampliam e aceleram o alcance de declarações polêmicas.
Algoritmos impulsionam conteúdos que geram engajamento, aumentando a visibilidade de discursos extremos e provocativos.
Enquanto artistas internacionais utilizam símbolos e performances consideradas provocativas como recurso estético e comercial, líderes religiosos e ocultistas, como Malagueta, reivindicam autoridade ao afirmar conhecer os bastidores espirituais da indústria.
Essa tensão cria polarização entre consumidores de música, comunidades religiosas e produtores culturais. Algumas famílias reforçam alertas sobre consumo de mídia por jovens, enquanto a indústria fonográfica mantém a exploração de imagens e performances que provocam debate e repercussão.
Para Malagueta, a música deixou de ser apenas expressão artística e passou a ocupar um espaço de disputa cultural e espiritual. Ele afirma que apresentações e clipes, mesmo que apenas estéticos, funcionam como rituais com efeitos sobre o público. As declarações reacendem discussões sobre como conteúdos culturais podem ser interpretados e recebidos por diferentes faixas etárias.
A repercussão das falas do líder acontece principalmente nas redes sociais, onde as mensagens se espalham rapidamente. Entre seus seguidores, a mensagem reforça preocupações sobre a influência de conteúdos digitais e musicais.
Entre críticos, as afirmações são vistas como controversas e sem comprovação científica, mas não deixam de provocar debates sobre o consumo consciente de cultura pop.
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