O suspeito, que utilizava perfis sob o nome "Humor do Crente", transformava fotos estáticas de fiéis da Congregação Cristã do Brasil (CCB) em vídeos simulando danças sensuais e conteúdos de teor sexual.
Influenciador é investigado por usar IA para manipular e sexualizar fotos de jovens evangélicas Fotos: Redes Sociais
O influenciador digital Jefferson de Souza, de 37 anos, está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo após ser acusado de utilizar ferramentas de inteligência artificial para manipular imagens de mulheres e adolescentes evangélicas.
O suspeito, que utilizava perfis sob o nome "Humor do Crente", transformava fotos estáticas de fiéis da Congregação Cristã do Brasil (CCB) em vídeos simulando danças sensuais e conteúdos de teor sexual.
Em depoimento, o investigado alegou que as publicações tinham intuito de "sátira", enquanto a polícia apura crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O caso faz uso do uso de deepfake, uma tecnologia de IA que permite sobrepor rostos em vídeos ou animar fotos existentes com realismo impressionante.
Jefferson coletava fotografias de perfis públicos nas redes sociais, onde as vítimas apareciam em contextos cotidianos ou religiosos, e as processava em softwares de animação.
O resultado eram vídeos em que as mulheres apareciam sensualizando, criando uma falsa narrativa visual que feria a imagem pública e a conduta religiosa das vítimas.
A gravidade jurídica do caso escalou após a identificação de menores de idade entre as vítimas. Uma adolescente de 16 anos relatou que sua imagem foi utilizada sem autorização para compor as montagens.
Diante disso, a 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) investiga o crime tipificado no artigo 241-C do ECA: simular cenas de sexo ou pornografia envolvendo menores por meio digital.
Se condenado, o influenciador pode enfrentar de um a três anos de detenção. Além disso, ele responde por difamação em relação às vítimas adultas.
A defesa de Jefferson, conduzida pelo advogado Aguinaldo Aparecido Ereno, sustenta que o cliente é inocente e que as publicações eram "estritamente satíricas", visando criticar os costumes e as vestimentas dentro da denominação religiosa.
Porém, o próprio influenciador admitiu em vídeos anteriores que a inclusão de elementos sensuais era uma estratégia deliberada para atrair engajamento.
"Eles falam que eu estou manchando a obra de Deus, que estou colocando mulheres seminuas. Algumas eu coloquei, mas é uma forma de chamar atenção para ganhar seguidores", afirmou em uma de suas postagens.
O episódio gerou uma onda de denúncias por parte das fiéis, que relataram dificuldades iniciais para remover o conteúdo das plataformas. Após o início das investigações e a pressão judicial, TikTok e YouTube confirmaram a remoção dos vídeos por violação de diretrizes de exploração sexual e assédio.
A Congregação Cristã do Brasil informou que apoia as medidas legais cabíveis. Jefferson realizou uma retratação pública nas redes sociais, pedindo perdão às vítimas, mas as investigações prosseguem sob a condução das delegacias de São Mateus e Lençóis Paulista.
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