Filme 'Elio', da Pixar, fracassa nas bilheterias Foto: Reprodução/YouTube/Walt Disney Studios BR
A nova animação da Pixar, “Elio”, teve o pior desempenho de estreia já registrado pelo estúdio, arrecadando apenas 21 milhões de dólares nos Estados Unidos em seu primeiro fim de semana. O longa, que teve seu roteiro alterado para remover referências à identidade queer do protagonista, soma cerca de 35 milhões de dólares mundialmente, um número abaixo do esperado diante do orçamento de 150 milhões.
Elio conta a história de um garoto tímido que, ao ser abduzido por alienígenas, encontra em outro planeta o sentimento de pertencimento que não tinha na Terra. No entanto, ele se vê em meio a uma guerra intergaláctica que pode destruir tanto o novo mundo quanto seu planeta natal. A animação aposta em temas como amor familiar, sacrifício e superação — uma abordagem que, segundo alguns críticos, representa um “resgate de valores clássicos”.
O longa passou por reformulações significativas antes do lançamento. O projeto original, dirigido por Adrian Molina, um homem abertamente gay, trazia Elio como um personagem com traços queer, evidenciados por elementos como pôsteres no quarto e o interesse por moda. Após testes com o público em 2023, esses aspectos foram retirados do enredo, o que teria motivado a saída do diretor e da atriz America Ferrera, que dublaria a mãe do protagonista.
As mudanças foram recebidas com entusiasmo por grupos que defendem produções mais voltadas a princípios familiares. O portal Movieguide elogiou a nova versão, destacando os valores morais abordados na narrativa. No entanto, artistas envolvidos na produção original criticaram a descaracterização do personagem. “O Elio atual perdeu parte da alma do que era o projeto inicial”, afirmou um ex-funcionário da Pixar.
Grupos LGBTQ+ dentro da própria Pixar também se manifestaram, atribuindo o fracasso nas bilheterias à decisão de suavizar a representação queer. Segundo relatos, o estúdio teria minimizado constantemente as cenas que sugeriam a identidade LGBTQIA+ de Elio, o que teria desagradado parte da equipe criativa.
Apesar do desempenho comercial decepcionante, “Elio” foi bem recebido por parte do público: a nota no CinemaScore foi A (equivalente a 9/10), e 85% dos críticos do Rotten Tomatoes avaliaram a obra de forma positiva. Ainda assim, a Disney e a Pixar não confirmaram se haverá uma sequência.
O caso reacende o debate entre representatividade, liberdade criativa e apelo comercial em grandes produções de entretenimento. Enquanto parte da audiência clama por mais inclusão, outros defendem uma volta ao que chamam de “valores familiares”. O desempenho de “Elio” mostra que o equilíbrio entre esses polos ainda é um desafio para os grandes estúdios.
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