Pernambuco, 05 de Agosto de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Evangelista afirma que música "Auê" é 'incompatível com a fé cristã e espiritualmente perigosa'

Um dos trechos mais polêmicos da música cita "Zé" e "Maria", que para muitos cristãos faz referência a entidades da Umbanda.

Cami Cardoso

04 de fevereiro de 2026 às 08:34   - Atualizado às 09:37

Evangelista afirma que música "Auê" é 'incompatível com a fé cristã e espiritualmente perigosa'

Evangelista afirma que música "Auê" é 'incompatível com a fé cristã e espiritualmente perigosa' Foto: Divulgação

A letra da música “Auê – A fé venceu”, do Coletivo Candiero, continua dando o que falar. Desta vez, após repercussão negativa no meio cristão, o evangelista e ministro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado de Alagoas, Paulo Nascimento, afirmou com firmeza que a faixa é “incompatível com a fé cristã”.

Para embasar seu posicionamento, o religioso fez uma análise da letra da canção e destacou alguns trechos. O primeiro deles diz: “Você quer me levantar, diz que aqui é meu lugar. Com minhas roupas, minhas falhas, minhas brigas/birras”.

Para o evangelista, o trecho promove uma “autoaceitação absoluta, sem ruptura moral, sem conversão e sem santificação, o que contradiz frontalmente o evangelho”.

“Biblicamente, Deus recebe o pecador, mas não legitima o pecado. Jesus diz: ‘Vai e não peques mais’ (Jo 8.11). A graça que salva é também a graça que ensina a renunciar à impiedade (Tt 2.11-12). A letra promove uma espiritualidade de autoaceitação absoluta, sem ruptura moral, sem conversão e sem santificação, o que contradiz frontalmente o evangelho”, escreveu em seu artigo.

Zé e Maria na letra

Outro ponto polêmico da música é o uso dos nomes Zé e Maria. O evangelista Paulo aponta que, no contexto religioso em que o Brasil está inserido, a escolha não seria por acaso, destacando a relação desses nomes com tradições e religiões afro-brasileiras, geralmente associadas à Umbanda.

Segundo ele, o nome “Maria” não faria referência à personagem bíblica, mas à “iconografia e corporalidade ritual de entidades femininas”, como as pombagiras.

Para o religioso, “ocorre uma ressignificação religiosa consciente, em que símbolos cristãos são absorvidos e reinterpretados segundo outra cosmovisão espiritual”.

Ritos de transe

O assembleiano também cita a estrutura ritualística da letra, marcada por repetições hipnóticas, linguagem não semântica e convite à dança circular, como cirandas. Em seu artigo, Paulo afirma que esses elementos são comuns a ritos de transe, e não ao culto cristão.

Vale destacar que os ritos de transe são práticas ritualísticas comuns em religiões de matriz africana, podendo envolver dança e música. Esses ritos buscam induzir os praticantes a estados alterados de consciência para uma “aproximação maior com o sagrado”.

Negação ao cristianismo

Em sua avaliação final, o religioso classifica a música “Auê – A fé venceu”, do Coletivo Candiero, como antibíblica e espiritualmente perigosa, aproximando-se mais do espiritismo e da Umbanda do que do cristianismo bíblico.

“Ainda que revestida de linguagem estética, inclusão emocional e ‘fé’, a letra não glorifica o Deus revelado nas Escrituras, mas promove uma espiritualidade alternativa, na qual o centro não é Cristo, mas a experiência subjetiva e ritual. Trata-se, portanto, de uma tentativa de espiritualização artística com forte carga espírita, incompatível com a fé cristã histórica e com o evangelho de Jesus Cristo.”

A análise completa do Evangelista Paulo Nascimento está disponível no site oficial da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado de Alagoas. 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

05:01, 05 Ago

Imagem Clima

23

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Marquinhos Meneses recebe o carinho da esposa
Doença

Esposa de Marquinhos Menezes emociona ao revelar momento difícil durante tratamento do cantor

Lilian Azevedo compartilhou detalhes da batalha enfrentada pelo cantor gospel e destacou a força da família em meio ao tratamento.

Mãe de Santo conhecida como "feiticeira dos políticos" gastou R$ 100 mil em estátua do Diabo de 11 m
Vídeo

Mãe de Santo conhecida como "feiticeira dos políticos" gastou R$ 100 mil em estátua do Diabo de 11 m

Preservando o anonimato sobre sua identidade, a líder espiritual garantiu que arcou com todos os custos de forma independente.

Estátua gigante em homenagem ao Diabo chama atenção no Ceará
Devoção

Estátua gigante em homenagem ao Diabo chama atenção no Ceará

Mãe Rainha das Trevas, líder religiosa no local, afirma que o monumento é o maior do mundo dedicado à entidade. Não há, porém, registro oficial que comprove essa informação.

mais notícias

+

Newsletter