Evangelista afirma que música "Auê" é 'incompatível com a fé cristã e espiritualmente perigosa' Foto: Divulgação
A letra da música “Auê – A fé venceu”, do Coletivo Candiero, continua dando o que falar. Desta vez, após repercussão negativa no meio cristão, o evangelista e ministro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado de Alagoas, Paulo Nascimento, afirmou com firmeza que a faixa é “incompatível com a fé cristã”.
Para embasar seu posicionamento, o religioso fez uma análise da letra da canção e destacou alguns trechos. O primeiro deles diz: “Você quer me levantar, diz que aqui é meu lugar. Com minhas roupas, minhas falhas, minhas brigas/birras”.
Para o evangelista, o trecho promove uma “autoaceitação absoluta, sem ruptura moral, sem conversão e sem santificação, o que contradiz frontalmente o evangelho”.
“Biblicamente, Deus recebe o pecador, mas não legitima o pecado. Jesus diz: ‘Vai e não peques mais’ (Jo 8.11). A graça que salva é também a graça que ensina a renunciar à impiedade (Tt 2.11-12). A letra promove uma espiritualidade de autoaceitação absoluta, sem ruptura moral, sem conversão e sem santificação, o que contradiz frontalmente o evangelho”, escreveu em seu artigo.
Outro ponto polêmico da música é o uso dos nomes Zé e Maria. O evangelista Paulo aponta que, no contexto religioso em que o Brasil está inserido, a escolha não seria por acaso, destacando a relação desses nomes com tradições e religiões afro-brasileiras, geralmente associadas à Umbanda.
Segundo ele, o nome “Maria” não faria referência à personagem bíblica, mas à “iconografia e corporalidade ritual de entidades femininas”, como as pombagiras.
Para o religioso, “ocorre uma ressignificação religiosa consciente, em que símbolos cristãos são absorvidos e reinterpretados segundo outra cosmovisão espiritual”.
O assembleiano também cita a estrutura ritualística da letra, marcada por repetições hipnóticas, linguagem não semântica e convite à dança circular, como cirandas. Em seu artigo, Paulo afirma que esses elementos são comuns a ritos de transe, e não ao culto cristão.
Vale destacar que os ritos de transe são práticas ritualísticas comuns em religiões de matriz africana, podendo envolver dança e música. Esses ritos buscam induzir os praticantes a estados alterados de consciência para uma “aproximação maior com o sagrado”.
Em sua avaliação final, o religioso classifica a música “Auê – A fé venceu”, do Coletivo Candiero, como antibíblica e espiritualmente perigosa, aproximando-se mais do espiritismo e da Umbanda do que do cristianismo bíblico.
“Ainda que revestida de linguagem estética, inclusão emocional e ‘fé’, a letra não glorifica o Deus revelado nas Escrituras, mas promove uma espiritualidade alternativa, na qual o centro não é Cristo, mas a experiência subjetiva e ritual. Trata-se, portanto, de uma tentativa de espiritualização artística com forte carga espírita, incompatível com a fé cristã histórica e com o evangelho de Jesus Cristo.”
A análise completa do Evangelista Paulo Nascimento está disponível no site oficial da Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado de Alagoas.
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O posicionamento do religioso foi divulgado oficialmente por meio de nota da Diocese de Caratinga, em Minas Gerais.
Vídeo de uma performance no local viralizou nas redes sociais nos últimos dias.
Material foi localizado enterrado em jardim anexo ao gabinete do senador Magno Malta e foi recolhido pela Polícia Legislativa.
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