Tiago Brunet Foto: The Music Journal
Um casal ingressou com uma ação na Justiça pedindo R$ 2.760.248,55 contra o empresário e escritor Tiago Brunet, o Instituto de Desenvolvimento Destiny, empresas ligadas ao grupo BTK e outras pessoas relacionadas a um investimento que, segundo os autores, teria causado prejuízos milionários.
O processo tramita na 2ª Vara Cível de Guarapuava, no Paraná, sob o número 0004714-15.2025.8.16.0031, e ainda não foi julgado.
Na ação, André Luis Escandura e Penélope Batista Escandura afirmam que participaram de uma mentoria promovida por Tiago Brunet por meio do Instituto Destiny.
Segundo o casal, durante o programa eles conheceram Kelvyn Samuel Baltokoski, apresentado como especialista em investimentos e ligado às empresas BTK.
Os autores relatam que realizaram três aportes financeiros que totalizaram R$ 1,75 milhão. Conforme a petição inicial, a proposta previa uma rentabilidade mensal de aproximadamente 20%, obtida por meio de operações de day trade.
Posteriormente, segundo os autores, surgiram indícios de irregularidades na operação, levando ao ajuizamento da ação.
Na ação, o casal solicita:
O valor atribuído ao processo é de R$ 2,76 milhões, quantia que representa o pedido formulado pelos autores e não uma indenização já reconhecida pela Justiça.
Os autores sustentam que Tiago Brunet teria apresentado ou validado a oportunidade de investimento durante a mentoria, além de alegarem que ele teria recebido comissões relacionadas ao negócio.
Essas alegações fazem parte da versão apresentada pelos autores da ação e ainda serão analisadas pela Justiça no decorrer do processo. Os fatos também poderão ser confrontados pelas defesas dos réus.
No curso do processo, os autores solicitaram o bloqueio imediato de bens, veículos, imóveis, valores em contas bancárias e criptoativos dos réus.
Em decisão disponibilizada em julho de 2025, a magistrada responsável pelo caso negou a medida de urgência.
Segundo a decisão, não foram apresentados elementos suficientes que demonstrassem risco de dilapidação patrimonial por parte de Tiago Brunet ou do Instituto Destiny.
Em relação às empresas BTK, a juíza observou que já existiam medidas de bloqueio patrimonial determinadas em outro processo de natureza criminal.
Apesar da negativa, a ação prosseguiu normalmente, com o recebimento da petição inicial e a determinação para citação dos envolvidos.
Os autos registram a apresentação de contestações ao longo de 2026 e novas movimentações processuais relacionadas à fase de instrução.
Após a manifestação das partes e eventual produção de provas, o processo seguirá para julgamento.
Até o momento, não há decisão de mérito sobre o caso, nem condenação contra Tiago Brunet, o Instituto Destiny ou os demais réus citados na ação. As alegações apresentadas pelo casal ainda serão analisadas pelo Poder Judiciário, garantindo-se o direito de defesa de todos os envolvidos.
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