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"Vitalício no púlpito não é bíblico": diz pastor ao critica poder absoluto nas igrejas evangélicas

Líder evangélico aponta riscos da liderança vitalícia nas igrejas e defende volta ao modelo bíblico de serviço e pluralidade.

Redação Portal de Prefeitura

29 de julho de 2025 às 16:24   - Atualizado às 16:49

Padre Felipe Galucio e Bispo Samuel Ferreira

Padre Felipe Galucio e Bispo Samuel Ferreira Foto: Divulgação

"No Reino de Deus não existem líderes vitalícios. Existem servos eternos." A frase é do pastor Felipe Galúcio, que tem ganhado notoriedade nas redes sociais por sua abordagem direta, bíblica e crítica a estruturas de poder dentro de igrejas evangélicas. Recentemente, ele voltou sua atenção a um tema controverso: a nomeação de líderes vitalícios nas igrejas evangélicas, prática que segundo ele fere os princípios do Evangelho e transforma a igreja em um império pessoal.

A crítica veio após três pastores no Brasil terem sido declarados líderes vitalícios à frente de convenções estaduais. A justificativa apresentada por eles? “Direção de Deus, após muita oração”. Mas o pastor Felipe lança a pergunta: “Será que foi isso mesmo que aconteceu?”

Um sistema fechado, sem democracia

Segundo Galúcio, o modelo de liderança praticado por muitas convenções é autocrático. Os líderes colocam pastores nas igrejas, e são esses mesmos pastores — escolhidos por eles — que votam nas eleições da convenção. Ou seja, quem vota é quem o próprio candidato nomeou. O resultado é a perpetuação no poder, agora legitimada com o título de “vitalício”.

Ele alerta: “Democracia só no nome, representatividade só na fachada. Existe alguma chance de um líder desses perder a eleição? Claro que não.”

E mais: os membros da igreja local não têm nenhuma voz no processo. “Tudo é decidido de cima pra baixo. A igreja não participa. E se a eleição é só uma formalidade, então virou uma monarquia.”

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Liderança bíblica é plural e serva

Galúcio resgata as Escrituras para confrontar esse modelo. Em Atos 14:23, a Bíblia mostra que os apóstolos promoviam eleição de presbíteros em cada igreja — líderes locais eleitos com oração, fé e responsabilidade, não indicados por decreto ou consagrados como vitalícios.

Citando Marcos 10:43, ele reforça:
“Entre vós não será assim. Pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós será aquele que serve a todos.”
E conclui: “Quando a liderança se torna inquestionável, intocável e inalcançável, a igreja deixa de ser o corpo de Cristo e vira um império religioso.”

Um alerta à igreja brasileira

Na visão do pastor, a liderança vitalícia nas igrejas evangélicas não é o “mover de Deus”, mas a manutenção de um sistema de poder. “Se a sua igreja está assim, saia de lá e procure uma igreja saudável. Ninguém é dono da igreja de Jesus. Ela tem um único cabeça.”

E finaliza com um chamado direto aos fiéis:
“Ore pela sua igreja. Busque transparência. Não compartilhe com esse sistema. Seja contra. Seja a igreja. Seja luz.”

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