O projeto também prevê incentivo à preservação dessas manifestações culturais por parte do município e destaca o potencial de turismo religioso.
07 de maio de 2026 às 09:45 - Atualizado às 09:49
Cultura gospel. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A cultura gospel poderá ser oficialmente reconhecida como patrimônio cultural imaterial de Salvador. A proposta está prevista no Projeto de Lei nº 131/2026, apresentado na Câmara Municipal pelo vereador Kênio Rezende.
O texto propõe que as manifestações culturais, sociais e religiosas ligadas ao movimento protestante e cristão passem a integrar o patrimônio imaterial da capital baiana. Segundo o projeto, a medida busca reconhecer a importância histórica e cultural do segmento para a cidade.
Na proposta, a chamada “Cultura Gospel e Cristã” é definida como um conjunto de tradições, práticas religiosas, valores, manifestações artísticas e atividades sociais desenvolvidas pela comunidade evangélica em Salvador.
Entre os exemplos citados estão congressos religiosos, festivais de música gospel, apresentações artísticas, exposições, encontros culturais e eventos voltados ao debate sobre o impacto social do segmento cristão na capital baiana.
O projeto também prevê incentivo à preservação dessas manifestações culturais por parte do município. Caso a proposta seja aprovada, a Prefeitura de Salvador poderá realizar registros oficiais das atividades consideradas patrimônio imaterial, além de apoiar ações ligadas ao setor.
Na justificativa do texto, o vereador afirma que Salvador possui diversidade religiosa e cultural e que a comunidade evangélica tem participação relevante nesse cenário, principalmente através da música, arte, educação e ações sociais desenvolvidas em diferentes bairros da cidade.
Outro ponto destacado na proposta é o potencial de fortalecimento do turismo religioso. Segundo o texto, o reconhecimento oficial poderia ampliar o interesse de visitantes em conhecer eventos e manifestações culturais ligados ao segmento gospel e cristão.
O projeto ainda está em fase inicial de tramitação. Após ser publicado oficialmente, ele será analisado pelas comissões temáticas da Câmara Municipal de Salvador antes de seguir para votação no plenário da Casa.
Se aprovado pelos vereadores, o texto será encaminhado para sanção do Executivo municipal.
O debate sobre o reconhecimento de manifestações religiosas como patrimônio cultural tem ocorrido em diferentes cidades brasileiras nos últimos anos, envolvendo tradições ligadas a várias crenças e segmentos religiosos.
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