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SIMPERE denuncia calote da gestão João Campos por deixar professores sem abono e ignorar acordos

"É inaceitável que, depois de tudo que enfrentamos este ano, a Prefeitura simplesmente silencie e deixe milhares de profissionais sem previsão de pagamento", diz direção.

Fernanda Diniz

10 de dezembro de 2025 às 14:21   - Atualizado às 14:58

SIMPERE denuncia calote da gestão João Campos.

SIMPERE denuncia calote da gestão João Campos. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

O SIMPERE denuncia o descumprimento do acordo firmado na campanha salarial de 2025 e a omissão da Prefeitura do Recife no pagamento do abono complementar ao Piso Salarial, que deveria ter sido repassado nesta data.

Professoras e professores amanheceram sem qualquer comunicado oficial, sem calendário de pagamento e diante de mais um episódio de desrespeito à categoria.

Diante da gravidade da situação, a diretoria do SIMPERE esteve logo cedo na sede da Prefeitura, exigindo uma resposta imediata e transparente. Mesmo após meses de mobilização da categoria e após o governo insistir na criação de um abono - medida considerada juridicamente questionável e politicamente injusta -, o prefeito João Campos agora nega o básico: cumprir o acordo que ele próprio assinou.

“É inaceitável que, depois de tudo que enfrentamos este ano, a Prefeitura simplesmente silencie e deixe milhares de profissionais sem previsão de pagamento. Não existe valorização sem respeito e hoje o que assistimos é mais uma tentativa de calote aos professores do Recife”, diz Jaqueline Dornelas, coordenadora do SIMPERE.

O sindicato lembra que o abono foi criado pelo governo como alternativa ao reajuste integral na carreira.

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No entanto, além de impor um mecanismo que fragiliza a política salarial do magistério, a Prefeitura agora não cumpre nem o que ela própria propôs.

Enquanto isso, recursos da educação seguem sendo esvaziados, como no caso dos precatórios do FUNDEF, cujos juros foram entregues ao sistema financeiro em vez de fortalecer as escolas e garantir valorização profissional.

“A prefeitura não pode retirar nossos direitos, desmontar políticas de carreira e agora sequer pagar o que nos deve. Em plena véspera de Natal, precisamos passar por este tipo de injustiça. Nós não aceitaremos”, complementa Anna Davi, também diretora do SIMPERE. 

O sindicato reforça que segue mobilizado, dentro e fora da Prefeitura, para garantir que cada professora e cada professor receba o que é devido. Calote não é opção. A educação do Recife exige respeito.

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