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Simpere vai ao TCE-PE cobrar prefeitura do Recife a nomeação de professores do cadastro de reserva

Segundo a categoria, a falta do chamamento acaba causando problemas para a educação da cidade, como crianças sendo mandadas de volta para casa.

Ricardo Lélis

07 de janeiro de 2026 às 16:53   - Atualizado às 16:53

Simpere protesta contra a gestão de João Campos.

Simpere protesta contra a gestão de João Campos. (Fotos: Divulgação/ Simpere e Edson Holanda/Frente Popular do Recife)

Sindicato Municipal Dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere) acionou o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) cobrando a nomeação de professores do cadastro de reserva pela prefeitura da capital pernambucana.

Segundo a categoria, a falta do chamamento acaba causando problemas para a educação da cidade, como crianças sendo mandadas de volta para casa, salas de AEE sem professores e transferências não deferidas por falta de profissionais para ocupar as salas.

O sindicato também informou que o TCE se comprometeu a entrar em contato com a Prefeitura para obter informações sobre o andamento do processo.

Para a próxima semana, já está marcada uma reunião, e o SIMPERE, junto à Comissão do Cadastro de Reserva, estará organizando um ato em frente ao TCE para cobrar que o órgão competente efetive essa cobrança e garanta as nomeações.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Prorrogação

A Prefeitura do Recife prorrogou por mais 12 meses 1.198 contratos temporários de professores da rede municipal de ensino. A medida consta no Decreto nº 39.359, publicado em 22 de dezembro de 2025, e mantém os vínculos ativos até o fim de 2026, mesmo com concurso público em vigor e candidatos aprovados em cadastro reserva aguardando convocação.

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O decreto autoriza a renovação de 1.007 contratos de Professores I e 191 de Professores II. Com a prorrogação, a gestão municipal preserva um número elevado de profissionais contratados de forma temporária em escolas, creches e demais unidades da rede de ensino do Recife.

O ato administrativo recebe assinatura do prefeito e justifica a decisão com base na chamada “necessidade temporária de excepcional interesse público”, conforme descrito no texto oficial.

Apesar da classificação como necessidade temporária, o próprio decreto lista situações recorrentes na rede municipal. O documento cita licenças-maternidade, licenças médicas, afastamentos diversos, readaptações funcionais, rotatividade de docentes e carência de professores em salas de aula e creches.

 

 

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