Novo shopping no Recife. Foto: Divulgação
Recife poderá ganhar um novo centro de compras na Zona Norte: os associados proprietários do Clube Português, no bairro das Graças, aprovaram por 57 votos a 50 a continuidade do ambicioso projeto de construção de um shopping center em sua sede histórica.
A nova estrutura, prevista para ocupar cerca de 26 mil metros quadrados, incluirá três pavimentos comerciais e deverá abrigar o dobro de lojas do Shopping Plaza, contando com aproximadamente 320 lojas — uma expansão significativa no mercado varejista da cidade
Segundo a construtora, o empreendimento prevê não apenas a realocação das áreas sociais do clube, mas também a criação de um complexo comercial e residencial, com promessa de geração de empregos diretos e indiretos durante a fase de obras e operação. A quantidade estimada de postos de trabalho ainda não foi divulgada oficialmente.
A aprovação, no entanto, não representa uma decisão final. Após debate com a CM Construtora, responsável pelo projeto, os associados optaram pela criação de comissões temáticas jurídica, de engenharia, comercial e social que irão aprofundar os estudos e propor aperfeiçoamentos à proposta.
Somente após esse processo, a versão final do projeto será submetida a nova votação e, se aprovada, encaminhada à Prefeitura do Recife, que já teve acesso ao material atual e solicitou um estudo de impacto de trânsito.
A condução interna das votações no clube tem sido alvo de críticas por parte de associados. Em 16 de junho, o juiz Ossamu Narita, da 20ª Vara Cível da Capital do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), determinou a reativação imediata do título de sócia-proprietária número 385, pertencente à médica Margareth Rose de Oliveira Maciel.
Ela descobriu que havia perdido seus direitos associativos sob a justificativa de inadimplência, justamente às vésperas de uma assembleia marcada para discutir o projeto do shopping. De acordo com os autos, o procurador de Margareth, o empresário Nogue Maciel — seu filho e pessoa a quem ela transmitiu seus direitos de sócia — tentou regularizar a situação no clube, mas foi informado de que o título estava bloqueado e que não seria fornecida nenhuma informação financeira nem boleto para pagamento.
Segundo Nogue, a cobrança de mensalidades para sócios-proprietários passou a ser exigida há cerca de três anos, mas a mudança não foi amplamente comunicada aos associados. Ele afirmou que só teve conhecimento da convocação dos inadimplentes após o número do título da mãe aparecer no jornal interno do clube. “A gente nem lembrava desse número”, declarou.
A defesa de Margareth afirma que outros sócios também enfrentaram situações semelhantes, levantando questionamentos sobre a transparência e a regularidade dos processos administrativos relacionados às votações.
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Segundo a Polícia Federal, não foi identificado qualquer risco ou irregularidade, e os passageiros desembarcaram em segurança na capital pernambucana.
As sugestões para a concessão podem ser enviadas até 23 de março, encerrando a etapa de participação pública.
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