Recife recebe Marcha Para Exú. Foto: Divulgação
No próximo domingo, 24 de agosto, o Marco Zero, no Recife Antigo, vai receber a primeira Marcha para Exú. A concentração está marcada para o meio-dia e promete reunir diferentes expressões culturais, religiosas e sociais em torno do lema “Exú não é o diabo”.
O evento busca valorizar e dar visibilidade às tradições afro-brasileiras, reunindo povos de terreiro, artistas, militantes culturais e integrantes da sociedade civil que reconhecem a importância da diversidade religiosa no Brasil.
A marcha acontece justamente na data em que casas de Candomblé, Umbanda, Jurema e Quimbanda celebram a força dessa entidade, reverenciada de diferentes formas.
A programação vai contar não apenas com a caminhada, mas também com apresentações culturais. O público poderá acompanhar música, canto, dança e a presença marcante dos bonecos gigantes, que tradicionalmente animam eventos populares de Pernambuco.
Lideranças religiosas de diferentes tradições, como ialorixás, babalorixás, juremeiros e quimbandeiros, também confirmaram presença.
O ato traz um debate que vai além da religião. Ao levantar o tema “Exú não é o diabo”, organizadores e participantes pretendem desconstruir estigmas e preconceitos que ainda recaem sobre essas práticas.
No imaginário popular, a figura de Exú muitas vezes foi associada ao mal, o que resultou em episódios de intolerância religiosa. A marcha surge como um contraponto, afirmando que Exú faz parte de tradições milenares que estruturam a cultura afro-brasileira e têm papel central na vida de milhares de pessoas.
Durante o evento, os organizadores esperam que os elementos artísticos se somem à espiritualidade, criando um ambiente em que a fé se expressa de forma coletiva e pública.
A presença de tambores, cantos e danças deve marcar o ritmo da caminhada, enquanto os discursos das lideranças religiosas pretendem reafirmar o direito ao culto e a necessidade de combater o preconceito.
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De acordo com a PMPE, a prisão ocorreu na BR-101, na altura do quilômetro 74. A abordagem foi realizada por policiais do 11º Batalhão da Polícia Militar.
No documento, o bloco afirmou que já ingressou com um Mandato de Segurança na Justiça para assegurar o direito de instaurar a comissão.
Segundo relatos das vítimas, o problema teve início quando o elevador parou no 9º andar. Ao tentar subir para o 11º, o equipamento teria perdido força.
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