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João Campos não avança em negociação e professores e servidores decidem sobre greve nesta terça (6)

Sindicatos de ambas categorias realizam Assembleia definitiva com encontro dos educadores no Clube Português e demais na frente da prefeitura da cidade.

06 de maio de 2025 às 10:15   - Atualizado às 10:51

João Campos não avança em negociação e professores e servidores decidem sobre greve nesta terça (6)

João Campos não avança em negociação e professores e servidores decidem sobre greve nesta terça (6) Foto: Divulgação/ Arte Portal de Prefeitura

Nesta terça-feira, 6 de maio, o Sindicato dos servidores e professores do Recife, que já estão em estado de greve, vão deliberar assembleia para definir a decisão de greve por falta de avanço avanço na proposta de reajuste da gestão João Campos (PSB).

Sindicatos de ambas categorias realizam Assembleia definitiva com encontro dos educadores no Clube Português e demais na frente da prefeitura da cidade.

Na segunda (5), durante mesa de negociação na Escola de Formação de Educadores do Recife Professor Paulo Freire (EFER), a proposta da Prefeitura foi, novamente, distante do que determina a legislação e do que exige a categoria, oferecendo 1,5% de reajuste até junho e acrescendo 0,95% a partir de julho, ignorando o índice de 6,27% estabelecido pelo Piso Nacional do Magistério, além da reparação das perdas acumuladas de 12,78% dos anos anteriores.

Desta forma, o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (SIMPERE) convocou a categoria para a assembleia geral desta terça-feira (6), às 8h, no Clube Português (Av. Rosa e Silva, 172 – Graças). A reunião deve deliberar sobre a deflagração da greve, diante da ausência de propostas da Prefeitura do Recife que atendam às reivindicações das professoras e professores.

“A cada rodada de negociação sem resposta, a prefeitura sinaliza que não considera a educação uma prioridade. A categoria está no limite e pronta para dar a resposta necessária”, afirmou Jaqueline Dornelas, coordenadora geral do SIMPERE.

Desde o dia 10 de abril, a categoria está em estado de greve. As educadoras e educadores cobram o pagamento dos 6,27% referentes ao reajuste de 2024, a incorporação à carreira, a reposição das perdas históricas (que somam 12,78%) e o cumprimento da jornada prevista em lei, com garantia da aula-atividade.

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Além das pautas financeiras, também seguem na agenda de reivindicações a reestruturação dos interstícios da carreira, o acréscimo de carga horária para 2025 e a valorização dos profissionais aposentados, que vêm sendo ignorados pela atual gestão.

“Estamos diante de uma escolha coletiva. Se a Prefeitura não cumpre a lei, se recusa a valorizar a educação e ignora a voz da categoria, é preciso responder à altura. Estamos prontos para defender nossos direitos”, reforça Anna Davi, também coordenadora do sindicato. A assembleia será decisiva para os rumos da mobilização. O SIMPERE convoca toda a base a comparecer, participar da votação e construir coletivamente os próximos passos da luta por respeito e valorização profissional.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

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