As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2026, mas, até agora, o que predomina entre os moradores é a incerteza e medo de perder suas casas.
Projeto da nova ponte Casa ForteCordeiro. Foto: Reprodução/Marco Zero Conteúdo
O anúncio do projeto da nova ponte Casa Forte–Cordeiro, apresentado pela Prefeitura do Recife na noite de terça-feira, pegou de surpresa os moradores da Zona Oeste da cidade.
Com a licitação em andamento e o pregão marcado para 4 de dezembro, o plano prevê 107 desapropriações apenas para a estrutura da ponte, todas no bairro do Cordeiro, gerando apreensão e indignação na comunidade, segundo o site Marco Zero Conteúdo.
De acordo com a Autarquia de Urbanização do Recife (URB), o projeto ainda prevê 32 desapropriações adicionais para a implantação do sistema viário no entorno, sendo 9 totais, 10 parciais e 13 recuos de muro. Já do lado de Santana, na Zona Norte, o impacto será muito menor: 3 desapropriações totais, 3 parciais e 5 recuos de muro.
A diferença entre os dois lados levanta questionamentos sobre os critérios adotados pela gestão municipal. Moradores do Cordeiro afirmam que não houve diálogo nem reuniões públicas para apresentar o projeto, e que as informações sobre as desapropriações foram descobertas por acaso, durante a apresentação realizada em Santana.
A situação é agravada pela falta de regularização fundiária: muitas famílias possuem apenas contratos de compra e venda, sem escritura definitiva, o que pode reduzir o valor das indenizações.
A URB informou que as famílias terão duas opções, indenização ou realocação no habitacional Caiçara, que está sendo construído no próprio bairro, proposta que não agrada aos moradores.
Durante a reunião em Santana, moradores sugeriram que as famílias afetadas fossem realocadas dentro da própria comunidade, em terrenos públicos desocupados há anos. A prefeitura afirmou que uma equipe de assistência social deve visitar os imóveis afetados para conversar individualmente com cada morador, mas não detalhou quando nem como será conduzido o processo de desapropriação.
A ponte Casa Forte–Cordeiro faz parte da chamada terceira perimetral do Recife, um corredor viário planejado desde a década de 1980 para melhorar o acesso entre as zonas Norte, Oeste e Sul da cidade.
As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2026, mas, até agora, o que predomina entre os moradores do Cordeiro é incerteza e medo de perder suas casas.
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