Projeto da nova ponte Casa ForteCordeiro. Foto: Marco Zero Conteúdo
O projeto da nova ponte Casa Forte–Cordeiro, apresentado pela recife/">Prefeitura do Recife na noite da última terça-feira, 4 de novembro, acendeu o alerta entre moradores da Zona Oeste da cidade. Com a licitação em andamento e o pregão marcado para o dia 4 de dezembro, o plano prevê 107 desapropriações apenas para a estrutura da ponte, todas localizadas no bairro do Cordeiro, o que tem causado apreensão e indignação na comunidade. As informações foram divulgadas pelo site Marco Zero Conteúdo.
De acordo com a Autarquia de Urbanização do Recife (URB), o projeto também prevê 32 desapropriações adicionais para a implantação do sistema viário no entorno, sendo 9 totais, 10 parciais e 13 recuos de muro. Já no lado de Santana, na Zona Norte, o impacto será bem menor: 3 desapropriações totais, 3 parciais e 5 recuos de muro.
A diferença entre os dois lados chama atenção e levanta questionamentos sobre os critérios adotados pela gestão municipal. Enquanto Santana conseguiu reduzir o número de imóveis atingidos por meio de mobilização popular, o Cordeiro segue sem informações concretas e sem diálogo direto com a prefeitura.
Moradores afirmam que não houve reunião pública com a comunidade do Cordeiro e que as informações sobre as desapropriações foram descobertas por acaso, durante a apresentação do projeto em Santana.
“Eles só aparecem para medir o terreno, fazer estudo de solo, mas não explicam nada. Pelo que vimos do traçado, vai embora mais da metade da comunidade”, disse o morador Luiz Agostinho, que vive há anos na comunidade Cocheira, área que deve ser fortemente afetada.
Segundo ele, o clima é de pânico entre as famílias, que ainda não sabem se serão indenizadas nem para onde irão.
A falta de regularização fundiária agrava a situação. Muitas famílias do Cordeiro possuem apenas contratos de compra e venda, sem escritura dos imóveis, o que pode reduzir o valor das indenizações pagas pela prefeitura. A URB informou que as famílias atingidas terão duas opções: indenização ou realocação no habitacional Caiçara, que está sendo construído no próprio bairro. Mas a proposta não agrada.
“Na minha casa moram cinco famílias. São duas embaixo, duas em cima e no quintal tem mais uma casa. A indenização não vai pagar uma outra casa pra mim aqui. É tudo caro, se paga pelo metro quadrado. Não quero de jeito nenhum morar em habitacional, ainda mais fora daqui”, protestou a moradora Maria de Fátima Bonfim ao Marco Zero Conteúdo.
Na reunião realizada em Santana, moradores chegaram a sugerir que as famílias afetadas sejam realocadas dentro da própria comunidade, em terrenos públicos que estão desocupados há anos.
A prefeitura afirmou que uma equipe da assistência social deve visitar os imóveis afetados para conversar individualmente com cada morador, mas não detalhou quando ou como o processo de desapropriação será conduzido.
A ponte Casa Forte–Cordeiro faz parte da chamada terceira perimetral do Recife, um corredor viário planejado desde a década de 1980 para facilitar o acesso entre as zonas Norte, Oeste e Sul da cidade. As obras estão previstas para começar no primeiro semestre de 2026, mas, até agora, o que predomina entre os moradores do Cordeiro é incerteza e medo de perder suas casas.
Confira reportagem do Marco Zero Conteúdo neste link
2
3
4
02:43, 16 Abr
25
°c
Fonte: OpenWeather
Considerado o maior concurso de cozinha de raiz do Brasil, evento celebra jubileu de prata com petiscos a preços fixos em 50 bares de Pernambuco.
O homem foi encontrado morto no muro da escola após descarga elétrica
O programa é voltado para jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho e adquirir a primeira experiência profissional.
mais notícias
+