Os trabalhadores denunciam ações da administração municipal que consideram abusivas, incluindo apreensão de mercadorias, abordagens agressivas e falta de diálogo
Um grupo de ambulantes realizou na manhã desta sexta-feira, 14 de novembro, um protesto no centro do Cabo de Santo Agostinho. Os trabalhadores denunciam ações da administração municipal que consideram abusivas, incluindo apreensão de mercadorias, abordagens agressivas e falta de diálogo.
Durante a manifestação, um dos ambulantes relatou ter sido agredido e apresentou cortes e hematomas no braço. Outro trabalhador que registrava o protesto comentou que a situação seria consequência da gestão de Lula Cabral.
Segundo os ambulantes, essas medidas teriam se intensificado após o retorno de Lula Cabral à prefeitura.
O Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, volta a ser destaque nacional e não pelos melhores motivos. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o município é a cidade mais violenta de Pernambuco, com taxa de 73,3 homicídios por 100 mil habitantes, uma das maiores do país.
Mesmo diante desse cenário preocupante, a Prefeitura anunciou o Circuito de Verão 2025, que acontecerá nos dias 13 e 14 de dezembro e terá shows de Cláudia Leitte e Pablo do Arrocha. O evento deve custar mais de R$ 2,5 milhões aos cofres públicos, valor duas vezes maior que o orçamento previsto para a Secretaria Municipal de Combate às Drogas em 2026, de R$ 1,248 milhão, segundo denúncia do vereador Sargento Almeida (PSD).
O Cabo de Santo Agostinho enfrenta altos índices de criminalidade, problemas estruturais e carência de políticas públicas voltadas à juventude. Para o vereador Sargento Almeida, o contraste entre os gastos com festas e os investimentos sociais evidencia prioridades distorcidas.
“Enquanto a cidade sofre com a violência e falta de oportunidades, a gestão investe milhões em eventos, em vez de fortalecer programas de prevenção e recuperação”, criticou o parlamentar.
De acordo com o portal Política em Foco, o contrato do Circuito de Verão inclui montagem de estrutura, som, segurança e cachês artísticos, totalizando mais de R$ 2,5 milhões. A Secretaria de Combate às Drogas, por outro lado, terá orçamento inferior à metade desse valor para todo o próximo ano.
A discrepância reacende o debate sobre prioridades orçamentárias e transparência pública, especialmente em cidades que enfrentam graves desafios sociais e altos índices de violência.
13/11 (Quinta): Mateus Lima, PV Calado, Neiff, Lipe Lucena, DJ Deb Lima e Pablo
14/11 (Sexta): Sent o Samba, Sheldon, Claudia Leitte, MC Troinha e Tayara Andreza
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública (ABSP) é uma publicação anual muito relevante no cenário da segurança pública no Brasil. A edição de 2025 a 19ª foi elaborada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e oferece um panorama amplo e detalhado da violência, dos crimes e das instituições de segurança em todo o país.
O Anuário apresenta estatísticas oficiais fornecidas por secretarias estaduais de segurança pública, polícias civis, militares e outras instituições, consolidando dados nacionais.
Tem como objetivos principais: promover a transparência dos dados de segurança pública, servir como base para avaliação de políticas públicas, fomentar o debate público e qualificar o conhecimento sobre violência e vitimização.
A edição de 2025 cobre principalmente os dados referentes ao ano de 2024.
Em 2024, o Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais (MVI), o que representa uma queda de cerca de 5,4% em relação ao ano anterior.
O Anuário também destaca que, apesar da queda nos homicídios, outras formas de violência continuam em alta — como estupros, violência doméstica, crimes digitais e letalidade policial.
Por exemplo: foram registradas 1.492 feminicídios em 2024 o número mais alto da série histórica do Anuário.
O documento revela que ações policiais ou oficiais resultaram em 1.914 mortes em capitais brasileiras em 2024, um crescimento de cerca de 0,9% em relação a 2023.
O Anuário fornece base documental e estatística para jornalistas, pesquisadores, formuladores de políticas, organizações civis e gestores públicos analisarem a violência e a segurança no Brasil com respaldo numérico.
Ele permite comparações anuais, regionais e entre estados, o que ajuda a identificar tendências positivas (como quedas em homicídios) ou negativas (como aumentos em determinados tipos de crime).
Ajuda a detectar prioridades de ação, como onde a violência é mais grave, onde a letalidade policial cresce ou onde grupos vulneráveis são mais atingidos.
Favorece a transparência pública ao disponibilizar dados que, muitas vezes, ficam dispersos ou pouco acessíveis.
Mesmo sendo bastante abrangente, o Anuário depende dos dados fornecidos pelos estados, o que pode gerar diferenças de qualidade e cobertura entre regiões.
A queda em determinados indicadores não significa que todos os tipos de violência estejam sob controle — o documento mostra que a violência “muda de forma”, se desloca ou se concentra em novos perfis.
Os dados por si só não substituem a necessidade de políticas públicas consistentes, monitoramento contínuo e atuação integrada entre segurança, saúde, educação e assistência social.
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Fonte: OpenWeather
Tribunal de Contas investiga aquisição de motos e bicicletas elétricas pela Prefeitura do Recife, segundo informações do Blog de Manoel Medeiros.
As vítimas têm atualmente 16 e 11 anos, mas, segundo relatos da família, os abusos vinham ocorrendo há cerca de sete anos.
Conhecido como Estrela, Walter Passos ainda tentou fugir, mas foi capturado na Polônia, onde passou quatro dias detido.
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