Velório do estudante de medicina morto pela Polícia Militar acontece nesta sexta (22). Foto: Reprodução/Tv Globo
O corpo de Marco Aurélio Acosta, estudante de Medicina morto pela Polícia Militar na quarta-feira, está sendo velado desde as 10 da manhã de sexta-feira, 22 de novembro, no Cemitério Gethsêmani Morumbi, na zona sul da capital. O sepultamento ocorrerá às 16h no mesmo local.
O universitário de 22 anos foi morto após ser baleado dentro de um hotel na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
A garota que estava com Acosta na noite da morte disse que ele estava bêbado, tentou agredi-la e por isso ela chamou a polícia. A PM, por sua vez, afirma que ele resistiu à abordagem.
O momento em que um dos agentes dispara foi registrado por câmeras de segurança do hotel. O próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) admitiu que essa não é a conduta adequada de agentes de segurança.
Os policiais envolvidos na ocorrência prestaram depoimento e o agente responsável pelo disparo foi indiciado por homicídio doloso - em que o autor tem a intenção de matar ou assume o risco de provocar a morte - no Inquérito Policial Militar (IPM), segundo a Secretaria da Segurança Pública.
Ainda conforme a SSP, ambos os policiais permanecerão afastados das atividades operacionais até a conclusão das apurações.
A letalidade policial entre janeiro e setembro foi a maior desde 2020, com 496 mortos em ocorrências desse tipo.
Acosta era estudante de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi e filho mais novo de Júlio Cesar Acosta Navarro, cardiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP, e da médica intensivista e também professora Silvia Mônica Cardenas Prado que têm cobrado justiça e respostas sobre o ocorrido.
Na quarta, em nota, a SSP afirmou que o estudante teria golpeado uma viatura e resistido ao ser abordado. Imagens do hotel mostram o momento da ação, mas ainda não está claro o que ocorreu entre o jovem e os PMs na rua antes de ele ser baleado à queima-roupa na altura do peito no saguão do estabelecimento.
Conforme as investigações, as imagens das câmeras corporais que registraram o fato serão anexadas aos inquéritos conduzidos pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse lamentar a morte do estudante somente na quinta-feira, um dia após o ocorrido. Ele também afirmou que abusos serão "severamente" punidos.
A polícia de São Paulo matou neste ano 496 pessoas entre janeiro e setembro, o maior número para o período desde 2020.
Estadão Conteúdo
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Higor Oliveira, de 28 anos, percebeu o casal discutindo e decidiu intervir com o intuito de evitar um episódio de agressão contra a mulher.
Os policiais afirmaram que, em dado momento da perseguição, um dos ocupantes desceu do transporte e atirou. Os outros três suspeitos então seguiram adiante.
A investigação apura irregularidades no certame do Tribunal de Justiça de Pernambuco, realizado em setembro de 2025 para o cargo de técnico.
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