Depoimentos marcam avanço na investigação sobre desaparecimento de bens avaliados em centenas de milhares de reais, em meio a disputa judicial por herança de R$ 5 milhões.
Suzane, que tirou o sobrenome Richthofen; Miguel Netto, seu tio; e Carmem Magnani, prima dele. Créditos: Reprodução/Luara Leimig/TV Vanguarda e Arquivo pessoal
A Polícia Civil de São Paulo convocou Suzane von Richthofen e a empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani para depoimentos no inquérito que investiga suspeita de furto na casa do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane, encontrado morto em 9 de janeiro no bairro do Campo Belo, Zona Sul da capital.
O caso ganhou novos contornos com o registro de boletim de ocorrência feito por Carmem, prima do médico, que acusa Suzane de retirar itens como um carro Subaru avaliado em R$ 200 mil, máquina de lavar, sofá, poltrona, documentos e dinheiro, sem autorização judicial.
Suzane, que cumpre pena em regime aberto pelo assassinato dos pais em 2002, admitiu em depoimento judicial ter levado o veículo para proteger bens que considera parte de sua herança futura. A investigação apura invasão ao imóvel, troca de fechaduras e até a soldagem do portão.
Carmem Magnani deve prestar depoimento nesta terça-feira (10), às 10h30, no 27º Distrito Policial, no Campo Belo. Ela pretende apresentar lista detalhada dos bens supostamente furtados e relatar episódios como a entrada de um homem encapuzado no imóvel.
Ainda não há data marcada para o depoimento de Suzane, mas a polícia pretende esclarecer as circunstâncias da remoção dos objetos e o acesso à residência após a morte do tio. Caso confirmada a prática de furto, Suzane pode perder o regime aberto e voltar à prisão.
A defesa de Carmem confirmou as informações à imprensa e planeja recorrer de decisões judiciais recentes. O Suzane Richthofen segue como foco central da apuração policial.
Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, solteiro e sem filhos, foi encontrado sozinho em sua casa, sem marcas de violência. A principal hipótese é infarto, mas o caso permanece como morte suspeita até a conclusão dos laudos periciais do Instituto Médico Legal.
O médico não deixou testamento nem irmãos vivos, deixando patrimônio estimado em mais de R$ 5 milhões, incluindo imóveis no Campo Belo. A ausência de herdeiros diretos direciona a sucessão para sobrinhos, como Suzane e Andreas von Richthofen.
Esta semana, a Justiça nomeou Suzane Richthofen como inventariante do espólio, responsável por gerir os bens até a partilha. A decisão proíbe venda ou transferência de imóveis, veículos e contas bancárias, exigindo prestação de contas.
Carmem Magnani, que alega união estável com Miguel, disputava a função, mas a juíza priorizou os sobrinhos na ordem sucessória, afirmando falta de provas da relação no processo de inventário. A empresária já anunciou recurso.
Andreas von Richthofen, outro sobrinho, não se manifestou no processo. A Suzane Richthofen mudou o sobrenome para Louise Magnani Muniz após casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem vive em Bragança Paulista e tem um filho.
Há 23 anos, Suzane orquestrou o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, com os irmãos Cravinhos, simulando latrocínio. Condenada a 39 anos, progrediu para regime aberto em 2023.
Daniel Cravinhos saiu em 2018 e trabalha com motos; Cristian, em 2025. O novo episódio reacende debates sobre direitos sucessórios de condenados e impactos de histórico criminal em processos civis.
A investigação policial pode influenciar o inventário, definindo quem administra os bens e expondo tensões familiares. Autoridades aguardam depoimentos para avançar nas apurações.
O desfecho do inquérito e do inventário deve esclarecer responsabilidades e divisão dos bens, destacando complexidades jurídicas em sucessões familiares marcadas por disputas.
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