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Suzane von Richthofen e empresária são convocadas pela polícia em inquérito por furto na casa do tio

Depoimentos marcam avanço na investigação sobre desaparecimento de bens avaliados em centenas de milhares de reais, em meio a disputa judicial por herança de R$ 5 milhões.

Joice Gomes

10 de fevereiro de 2026 às 10:50

Suzane, que tirou o sobrenome Richthofen; Miguel Netto, seu tio; e Carmem Magnani, prima dele.

Suzane, que tirou o sobrenome Richthofen; Miguel Netto, seu tio; e Carmem Magnani, prima dele. Créditos: Reprodução/Luara Leimig/TV Vanguarda e Arquivo pessoal

A Polícia Civil de São Paulo convocou Suzane von Richthofen e a empresária Carmem Silvia Gonzalez Magnani para depoimentos no inquérito que investiga suspeita de furto na casa do médico Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane, encontrado morto em 9 de janeiro no bairro do Campo Belo, Zona Sul da capital.

O caso ganhou novos contornos com o registro de boletim de ocorrência feito por Carmem, prima do médico, que acusa Suzane de retirar itens como um carro Subaru avaliado em R$ 200 mil, máquina de lavar, sofá, poltrona, documentos e dinheiro, sem autorização judicial.

Suzane, que cumpre pena em regime aberto pelo assassinato dos pais em 2002, admitiu em depoimento judicial ter levado o veículo para proteger bens que considera parte de sua herança futura. A investigação apura invasão ao imóvel, troca de fechaduras e até a soldagem do portão.

Depoimentos ocorrem no 27º DP

Carmem Magnani deve prestar depoimento nesta terça-feira (10), às 10h30, no 27º Distrito Policial, no Campo Belo. Ela pretende apresentar lista detalhada dos bens supostamente furtados e relatar episódios como a entrada de um homem encapuzado no imóvel.

Ainda não há data marcada para o depoimento de Suzane, mas a polícia pretende esclarecer as circunstâncias da remoção dos objetos e o acesso à residência após a morte do tio. Caso confirmada a prática de furto, Suzane pode perder o regime aberto e voltar à prisão.

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A defesa de Carmem confirmou as informações à imprensa e planeja recorrer de decisões judiciais recentes. O Suzane Richthofen segue como foco central da apuração policial.

Morte do médico segue sob análise

Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, solteiro e sem filhos, foi encontrado sozinho em sua casa, sem marcas de violência. A principal hipótese é infarto, mas o caso permanece como morte suspeita até a conclusão dos laudos periciais do Instituto Médico Legal.

O médico não deixou testamento nem irmãos vivos, deixando patrimônio estimado em mais de R$ 5 milhões, incluindo imóveis no Campo Belo. A ausência de herdeiros diretos direciona a sucessão para sobrinhos, como Suzane e Andreas von Richthofen.

  • Miguel era médico aposentado e vivia recluso na Zona Sul de São Paulo.
  • Corpo em decomposição avançada foi descoberto em 9 de janeiro.
  • Peritos do Instituto de Criminalística realizaram perícia inicial no local.
  • Laudos toxicológicos e necroscópicos ainda pendentes de resultados.

Disputa acirrada pela herança

Esta semana, a Justiça nomeou Suzane Richthofen como inventariante do espólio, responsável por gerir os bens até a partilha. A decisão proíbe venda ou transferência de imóveis, veículos e contas bancárias, exigindo prestação de contas.

Carmem Magnani, que alega união estável com Miguel, disputava a função, mas a juíza priorizou os sobrinhos na ordem sucessória, afirmando falta de provas da relação no processo de inventário. A empresária já anunciou recurso.

Andreas von Richthofen, outro sobrinho, não se manifestou no processo. A Suzane Richthofen mudou o sobrenome para Louise Magnani Muniz após casamento com o médico Felipe Zecchini Muniz, com quem vive em Bragança Paulista e tem um filho.

Contexto do caso Richthofen

Há 23 anos, Suzane orquestrou o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, com os irmãos Cravinhos, simulando latrocínio. Condenada a 39 anos, progrediu para regime aberto em 2023.

Daniel Cravinhos saiu em 2018 e trabalha com motos; Cristian, em 2025. O novo episódio reacende debates sobre direitos sucessórios de condenados e impactos de histórico criminal em processos civis.

A investigação policial pode influenciar o inventário, definindo quem administra os bens e expondo tensões familiares. Autoridades aguardam depoimentos para avançar nas apurações.

  • Suzane Richthofen condenada em 2002 por homicídio qualificado.
  • Patrimônio do tio inclui dois imóveis e veículo de luxo.
  • Defesa de Carmem contesta nomeação de inventariante.
  • Risco de revogação de regime aberto para Suzane em caso de indiciamento.
  • Processo judicial exige comprovação de união estável para inclusão de herdeiros.

O desfecho do inquérito e do inventário deve esclarecer responsabilidades e divisão dos bens, destacando complexidades jurídicas em sucessões familiares marcadas por disputas.

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