Momento em que delegado discute com morador; SDS afasta policial. Foto: Reprodução
A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) determinou o afastamento do delegado Luiz Alberto Braga de Queiroz por 120 dias. A decisão foi publicada no Boletim Geral da SDS na noite da terça-feira, 6 de maio.
O afastamento ocorre após Luiz Alberto atirar contra Emmanuel Apory na noite do último domingo (4), durante uma festa no Forte dos Remédios, em Fernando de Noronha. O caso gerou forte repercussão e motivou a abertura de um processo administrativo disciplinar.
Segundo o boletim da SDS, o delegado será investigado por “indícios de práticas de atos incompatíveis com as funções públicas”. O prazo de 120 dias poderá ser prorrogado por mais 120 dias, caso o processo administrativo não seja concluído dentro do período inicial.
A decisão da Secretaria também estabelece que Luiz Alberto deve, em até 24 horas, entregar sua identidade funcional à Diretoria de Recursos Humanos (DRH). Além disso, ele precisa devolver às autoridades da delegacia onde está lotado todas as armas e utensílios funcionais que estejam em sua posse.
Na noite de domingo, 4 de maio, um delegado da Polícia Civil de Pernambuco, identificado como Luiz Alberto Braga, está sendo acusado de agredir fisicamente e atirar contra um morador da Ilha de Fernando de Noronha, durante uma festa no Forte dos Remédios. As informações são do blog do Ricardo Antunes.
Populares relataram que o delegado deu tapas no rosto do morador, que reagiu. Ainda segundo testemunhas, o delegado Luiz Alberto apresentava sinais visíveis de embriaguez no momento da agressão. Minutos depois, ele sacou a arma e disparou contra a vítima, que foi atingida na perna.
Após os disparos, o delegado deixou o local dirigindo uma viatura oficial da Polícia Civil, mesmo com o veículo estando caracterizado. A fuga foi testemunhada por diversas pessoas que estavam na festa.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o policial embarcando escoltado no Aeroporto Fernando de Noronha. A situação revoltou os moradores, que organizaram um protesto, cobrando justiça e punição imediata para o agressor.
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Segundo a Polícia Civil, a estrutura está sendo preparada para oferecer melhores condições de atendimento à população e de trabalho aos policiais.
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