Câmera registrou a abordagem durante um treino; vítima procurou novamente a polícia após encontrar o homem trabalhando no estabelecimento.
21 de agosto de 2026 às 11:47 - Atualizado às 11:59
Violência foi registrada por câmera. Foto: Reprodução
Uma professora de 25 anos denunciou um instrutor de academia após afirmar que foi agarrada contra a própria vontade e mordida durante um treino. O episódio ocorreu em 19 de maio, no bairro de Passarinho, Zona Norte do Recife, e foi registrado por uma câmera de segurança.
As imagens mostram a aluna próxima a uma rampa quando o profissional se aproxima. Ela sinaliza negativamente com a cabeça e tenta se afastar, mas é segurada pela cintura. Na sequência, o homem a abraça, morde suas costas e chega a retirá-la do chão.
Depois de ser solta, a professora se afasta e utiliza um papel para limpar a região atingida.
Em entrevista ao g1, a mulher contou que o instrutor pediu um abraço, mas ela recusou e sugeriu apenas um cumprimento com as mãos.
“Ele veio, me agarrou sem meu consentimento e mordeu minhas costas”, relatou.
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A professora também afirmou ao portal que já havia se sentido desconfortável com atitudes anteriores do profissional, incluindo toques nas costas e comentários classificados por ele como brincadeiras.
A vítima procurou a polícia três dias depois do episódio e também comunicou o caso à direção da academia. Segundo seu relato, recebeu a informação de que o funcionário seria afastado e passou aproximadamente três meses sem encontrá-lo no estabelecimento.
Na quarta-feira (19), porém, a professora foi treinar em um horário diferente e encontrou o homem trabalhando novamente. No dia seguinte, ela compareceu à Delegacia da Mulher de Santo Amaro, onde prestou novo depoimento e entregou a gravação da câmera de segurança.
A Polícia Civil investiga o caso como importunação sexual, assédio sexual e lesão corporal. A professora também foi encaminhada ao Instituto de Medicina Legal para realizar exame de corpo de delito.
Em nota, a Academia ElevaFit afirmou que o instrutor foi desligado após a denúncia e não voltou a integrar permanentemente a equipe. Conforme o estabelecimento, ele foi chamado de maneira excepcional para cobrir duas diárias devido ao afastamento médico de outros profissionais.
A empresa declarou que prestou assistência à aluna, disponibilizou as imagens às autoridades e não compactua com a conduta denunciada. A versão da defesa do instrutor não havia sido divulgada até a última atualização.
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