Investigação aponta divisão de funções entre fornecedores, revendedores e responsáveis pela entrega e divulgação dos entorpecentes na Uece.
17 de setembro de 2026 às 17:41 - Atualizado às 18:01
A venda dos entorpecentes era feita por aplicativo. Foto: Reprodução
Uma investigação da Polícia Civil do Ceará identificou uma estrutura organizada para comercialização de drogas que utilizava espaços da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Fortaleza, para realizar parte das entregas. Seis suspeitos foram presos preventivamente durante a apuração.
O caso começou a ser investigado após informações sobre a circulação de entorpecentes no Centro de Humanidades da Uece, no bairro de Fátima, e em um bar da capital. A análise do celular de um dos investigados ajudou os policiais a reunir conversas, áudios, imagens e vídeos relacionados à venda das drogas.
De acordo com a investigação, os produtos eram anunciados principalmente por meio de aplicativos de mensagens. Os consumidores escolhiam os entorpecentes a partir das ofertas feitas pelos suspeitos, e algumas entregas aconteciam dentro das dependências da universidade.
Durante uma operação realizada em 9 de abril, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca em dois imóveis de Fortaleza. Em um deles, foram encontrados 12 gramas de maconha, cinco doces do tipo alfajor com suspeita de conter a droga e dois celulares.
Uma análise pericial identificou a presença de THC, principal substância psicoativa da Cannabis sativa, nos doces apreendidos. Em outro endereço, os policiais localizaram mais 16 gramas de maconha e um aparelho celular.
A apuração aponta que os seis investigados exerciam funções distintas dentro do esquema. Entre elas estavam fornecimento, revenda, intermediação logística para entrega e divulgação dos entorpecentes por aplicativos.
O Ministério Público do Ceará denunciou inicialmente dois suspeitos por tráfico de drogas. Em setembro, outros quatro também foram denunciados: três por tráfico e associação para o tráfico e um por tráfico.
A Uece informou que comunicou a Polícia Civil assim que tomou conhecimento de possível atividade relacionada ao tráfico dentro do Campus Fátima e colaborou com as investigações.
Os seis suspeitos estão presos preventivamente e permanecem à disposição da Justiça. A investigação foi concluída e encaminhada ao Judiciário.
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Investigação começou após a vítima relatar ameaças e transferências por Pix; suspeita foi localizada no interior do Ceará.
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