Segundo o Ministério Público do Pará (MPPA), que colaborou com as apurações, Maria Virgínia Grimwood Pinto é suspeita de fornecer informações sigilosas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Polícia prende agentes públicos ligados ao PCC Foto: Reprodução / Divulgação
Uma delegada da Polícia Civil do Pará foi presa nesta quinta-feira, 15 de outubro, durante a Operação Sinalagma, que investiga suspeitas de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e corrupção de agentes públicos.
A ação interestadual é coordenada pela Polícia Civil de Pernambuco, com participação de órgãos de investigação de outros estados.
Segundo o Ministério Público do Pará (MPPA), que colaborou com as apurações, Maria Virgínia Grimwood Pinto é suspeita de fornecer informações sigilosas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ela foi localizada em um hotel em Brasília, onde estava hospedada.
Além da capital federal, a operação cumpre mandados em Belém, São Paulo e Recife.
Um dos investigados foi encontrado em um apartamento de luxo no Cais José Estelita, no bairro do Cabanga, na área central do Recife.
De acordo com as investigações, Maria Virgínia mantinha “laços de intimidade e confiança” com um integrante do PCC.
A delegada, que atuava na Divisão de Polícia Administrativa da Polícia Civil do Pará, é suspeita de receber dinheiro para fornecer informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes da organização criminosa.
As apurações também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Conforme os investigadores, os valores teriam sido movimentados por meio de contas bancárias de terceiros, com o objetivo de disfarçar a origem dos recursos e transferi-los à delegada.
A Polícia Civil de Pernambuco informou que as investigações tiveram início em janeiro de 2025, após a prisão de um integrante da cúpula do PCC no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife.
A partir desse caso, os investigadores avançaram na apuração de possíveis vínculos entre integrantes da facção e agentes públicos.
Nesta quinta-feira (15), estão sendo cumpridos três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. A operação também inclui ordens judiciais para sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros.
As medidas foram autorizadas pela Vara Criminal da Comarca de Ipojuca. Até o momento, os nomes dos outros envolvidos não foram divulgados.
Os crimes investigados incluem corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional e falsidade ideológica, além das suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio.
A Operação Sinalagma conta com a participação das Polícias Civis de Pernambuco, do Pará e de São Paulo, além dos respectivos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos), vinculados aos Ministérios Públicos dos três estados.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal (Ficco-DF) também integra a ação.
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14:11, 15 Out
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Artista procurou atendimento médico e denunciou o caso à polícia; homem apontado como responsável alega legítima defesa.
Segundo as apurações, a fraude envolveria diferentes etapas da cadeia de comercialização de bebidas, incluindo indústrias, distribuidoras sediadas em outros estados.
Durante a ação, a polícia apreendeu um caderno com nomes de possíveis vítimas e os respectivos valores devidos.
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