Pernambuco, 12 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Polícia Civil diz que não admitiu ser ilegal monitorar secretário do Recife como noticiou imprensa

Nota esclarece que é incorreta a interpretação de reportagem sobre ter existido reconhecimento por parte da instituição de monitoramento indevido aos aliados do prefeito do Recife.

11 de fevereiro de 2026 às 22:34   - Atualizado às 23:34

 Felipe Monteiro, delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco.

Felipe Monteiro, delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco. Foto: Rodolfo Kosta/Portal de Prefeitura

A Polícia Civil comunicou em nota à imprensa que em nenhum momento admitiu ser indevido o monitoramento ao secretário do Recife e seu irmão, como noticiou reportagem.

A instituição tratou de esclarecer o ofício feito pelo delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro, que trata sobre investigação ao secretário de Articulação e Política Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Monteiro. 

O documento assinado pelo chefe da Polícia Civil foi atendendo um pedido do escritório de advocacia Lacerda e Trindade Advogados Associados. O delegado respondeu às perguntas feitas para esclarecer as motivações da ação da Polícia Civil no período entre agosto e outubro de 2025.

Confira a nota enviada ao site Portal de Prefeitura que detalha a questão.

É incorreta a interpretação de que “a Polícia Civil de Pernambuco admite ter realizado monitoramento indevido de aliados do prefeito João Campos sem investigação formal”, conforme afirma reportagem publicada pela imprensa, em 5 de fevereiro de 2026.

Veja Também

A não instauração de inquérito policial decorre, justamente, do resultado da apuração preliminar realizada a partir de denúncia anônima. Por exigência legal, denúncias anônimas passam, inicialmente, por uma verificação de verossimilhança, etapa técnica preliminar e há décadas consolidada nas polícias judiciárias, antes de qualquer medida investigativa formal.

No caso em questão, a checagem preliminar não identificou elementos indiciários mínimos que justificassem a abertura de investigação criminal formal.

O ofício mencionado na reportagem não reconhece, portanto, qualquer ilegalidade, tampouco aponta irregularidades nas diligências realizadas; ao contrário: o documento registra que os procedimentos adotados observaram os parâmetros legais e operacionais aplicáveis às fases de inteligência e de verificação preliminar, compatíveis com práticas adotadas por forças de segurança de todo o país.

É importante esclarecer, por fim, que a atividade de inteligência e a verificação preliminar de informações não se confundem com a investigação criminal formal, nem resultam, por si sós, na necessidade de instauração de inquérito policial. Tratam-se aquelas de etapas técnicas de triagem de informações, voltadas à proteção do interesse público e à prevenção de ilícitos, sem produção de juízo acusatório ou imputação de prática ilícita a qualquer pessoa.

A Polícia Civil de Pernambuco reafirma a legalidade, a transparência e o compromisso institucional na condução de suas atividades, sempre pautadas pelo respeito às normas vigentes e aos direitos fundamentais. A Instituição informa, ainda, que todas as informações pertinentes estão sendo prestadas ao Ministério Público, nos termos da Constituição Federal, no exercício do controle externo da atividade policial.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

21:07, 12 Fev

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Secretário da prefeitura que se suicidou, ao lado dos filhos que ele matou antes.
Tragédia

Secretário de prefeitura mata os dois filhos a tiros e tira a própria vida em seguida

Thales Machado era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB), e escreveu, na noite da quarta-feira (11), uma carta aberta nas redes sociais.

Viatura da Polícia Civil de São Paulo.
Operação

Grupo chinês ligado ao PCC vira alvo por lavar R$ 1,1 bilhão na venda de eletrônicos no Brasil

As vendas de produtos eletrônicos eram feitas pela plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada.

Polícia Federal deflagra operação.
Polícia

Homem joga mala com R$ 429 mil pela janela durante ação da PF

A operaação apura crimes contra o sistema financeiro, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro, fraude à fiscalização ou ao investidor.

mais notícias

+

Newsletter