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Polícia Civil desmonta esquema que fraudava contas Gov.br de servidores públicos

Grupo é acusado de acessar perfis oficiais para contratar empréstimos fraudulentos; prejuízo ultrapassa R$ 360 mil.

Fernanda Diniz

29 de janeiro de 2026 às 14:03   - Atualizado às 14:21

Polícia Civil desmonta esquema que fraudava contas Gov.br de servidores públicos.

Polícia Civil desmonta esquema que fraudava contas Gov.br de servidores públicos. Foto: Divulgação/PC DF

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes digitais envolvendo o acesso indevido a contas da plataforma Gov.br.

O grupo é suspeito de utilizar dados de servidores públicos para contratar empréstimos consignados sem autorização das vítimas, causando um prejuízo que já supera R$ 364 mil.

A ação policial resultou no cumprimento de seis mandados de prisão e oito ordens de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados.

Os suspeitos poderão responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato eletrônico.

As diligências ocorreram em diferentes regiões administrativas do Distrito Federal, incluindo Samambaia, Areal, Ceilândia e Riacho Fundo.

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A operação também se estendeu a outros estados, com alvos localizados nos municípios de Aragarças (GO) e Barra do Garças (MT), demonstrando o alcance interestadual da atuação criminosa.

Segundo os investigadores, a estrutura montada pelo grupo era organizada e contava com logística própria para viabilizar os golpes de forma recorrente.

Estratégia envolvia seleção criteriosa das vítimas

As apurações revelaram que os criminosos realizavam um levantamento prévio para identificar servidores públicos com alto score de crédito, sem restrições financeiras e com ampla margem para consignação.

A partir dessas informações, as contas digitais dessas vítimas eram invadidas, permitindo o acesso a serviços oficiais e bancários.

Para viabilizar as fraudes, os investigados alugavam imóveis temporariamente, onde instalavam computadores e impressoras utilizados na produção de documentos falsos.

Uso de pessoas vulneráveis e falsificação documental

Outro ponto central do esquema envolvia o recrutamento de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Esses indivíduos eram utilizados para abrir contas digitais em instituições financeiras que exigem reconhecimento facial.

Em seguida, os criminosos produziam documentos adulterados, contendo os dados das vítimas reais, mas com fotografias dos recrutados.

Após a abertura das contas, cartões de crédito eram solicitados e pequenas transações realizadas, criando histórico de movimentação para facilitar etapas posteriores do golpe.

Empréstimos eram contratados via plataforma Gov.br

Com o acesso às contas oficiais, o grupo solicitava empréstimos fraudulentos diretamente pela plataforma Gov.br, direcionando os valores para contas controladas pelos criminosos.

De acordo com a Polícia Civil, apenas duas vítimas do Distrito Federal tiveram prejuízos expressivos: R$ 244.131,79, por meio do Banco Sicredi, e R$ 120 mil, junto ao Banco do Brasil.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas.

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