PCC tenta interferir nas eleições Foto: Reprodução e Antonio Augusto/Ascom/TSE
Um levantamento divulgado pelo programa Fantástico, da TV Globo, apontou que facções criminosas, como o o Primeiro Comando da Capital (PCC), tentaram interferir no resultado das eleições em pelo menos 42 cidades do interior do Brasil em maio deste ano.
Um dos casos mais graves ocorreu em João Dias, município do Rio Grande do Norte com pouco mais de 2 mil habitantes, onde o prefeito e o pai dele foram assassinados por um grupo ligado ao PCC.
Francisco Damião de Oliveira, conhecido como Marcelo, era o prefeito de João Dias e tentava a reeleição quando foi executado, em agosto de 2024.
A investigação aponta que o crime foi resultado de uma disputa por poder envolvendo acordos políticos anteriores com traficantes internacionais do PCC.
Segundo a Polícia Civil, o assassinato foi encomendado por Damária Jácome, então vice-prefeita e irmã de Francisco Deusamor Jácome, traficante condenado por tráfico internacional e apontado como ligado a Marcola, chefe do PCC.
Nas eleições de 2020, Marcelo e Damária formaram chapa, mas a aliança terminou em conflito.
De acordo com o delegado Alex Wagner Alves Freire, quatro irmãos da família Jácome — entre eles Deusamor, Leidjan, José Romeu e Samuel — foram condenados por envolvimento com o tráfico internacional de drogas antes de 2019.
Leidjan e Deusamor são apontados como líderes do tráfico no Nordeste, com movimentações superiores a R\$ 30 milhões em drogas.
A motivação para o crime teria sido uma tentativa de compra da renúncia de Marcelo. Segundo os investigadores, Deusamor teria oferecido R$ 500 mil para que o prefeito deixasse o cargo. Marcelo renunciou em junho de 2021, seis meses após assumir, e foi substituído por Damária.
Além da influência política, o controle sobre prefeituras atrai facções devido ao volume de recursos públicos envolvidos.
Em 2023, João Dias teve uma receita municipal de R$ 23 milhões, segundo o IBGE — valor que desperta o interesse de grupos criminosos que buscam poder e acesso a verbas públicas.
O relatório ainda revelou que o PCC teria injetado R$ 8 bilhões em apoio a candidaturas municipais somente no estado de São Paulo.
O objetivo desse investimento, segundo as investigações, é a nomeação de aliados em secretaria estratégicas, além de blindagem de atividades ilegais.
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Segundo equipes de patrulhamento, a dupla de turistas, pai e filho, perceberam o golpe depois de realizar o pagamento em uma máquina de cartão de crédito.
Thales Machado era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB), e escreveu, na noite da quarta-feira (11), uma carta aberta nas redes sociais.
As vendas de produtos eletrônicos eram feitas pela plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada.
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