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Paraguaios são resgatados de condições análogas à escravidão em fábrica ilegal de cigarros em PE

Além do resgate de 25 trabalhadores estrangeiros, 19 pessoas foram presas. Uma grande quantidade de cigarros já embalados para comercialização também foram apreendidos.

04 de junho de 2026 às 13:36   - Atualizado às 14:36

Cigarros.

Cigarros. Foto: Reprodução/Ilustração

Uma força-tarefa realizada nesta quinta-feira, 4 de junho, desmantelou uma fábrica clandestina de cigarros instalada no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife.

Durante a ação, as autoridades encontraram 25 trabalhadores paraguaios vivendo em condições consideradas semelhantes à escravidão.

A operação reuniu equipes da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), Polícia Federal e Polícia Militar. O alvo foi um imóvel localizado na região de Pontezinha, onde funcionava uma estrutura voltada à produção ilegal de cigarros.

Além do resgate dos trabalhadores estrangeiros, a ação resultou na prisão de 19 pessoas. No local, os agentes encontraram grande quantidade de cigarros já embalados para comercialização, além de matérias-primas, insumos e maquinário utilizado na fabricação dos produtos.

Segundo a Secretaria da Fazenda, a descoberta ocorreu após um trabalho de inteligência que identificou a atividade clandestina. Ao chegarem ao endereço, as equipes constataram não apenas a produção irregular, mas também as condições precárias em que os trabalhadores estavam alojados.

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Os paraguaios encontrados na fábrica foram encaminhados para a sede da Polícia Federal, no Recife, onde a situação migratória e trabalhista de cada um deles deverá ser analisada. A investigação sobre as possíveis condições análogas à escravidão ficará sob responsabilidade das autoridades federais.

De acordo com a Sefaz-PE, os cigarros produzidos no local não possuíam selo de controle fiscal, documento obrigatório para a comercialização legal do produto. A suspeita é de que a produção fosse destinada ao mercado pernambucano.

Auditores fiscais também iniciaram um levantamento para identificar há quanto tempo a fábrica operava e quais pessoas ou empresas podem estar ligadas ao esquema.

As investigações apontam que a marca produzida clandestinamente era denominada "Eight". Os equipamentos encontrados demonstram que toda a linha de produção funcionava dentro do imóvel, desde a fabricação até a preparação dos cigarros para distribuição.

A Polícia Federal, a Polícia Militar e a Secretaria da Fazenda seguem apurando a extensão das atividades do grupo, bem como possíveis crimes tributários, trabalhistas e de falsificação de produtos.

O caso continua em investigação.

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