Operação prende quatro suspeitos de aplicar golpe do falso advogado. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)
Quatro pessoas foram presas durante a Operação Véu de Themis, que investiga uma associação criminosa suspeita de aplicar o chamado golpe do falso advogado e de praticar lavagem de dinheiro.
Os mandados de prisão foram cumpridos em três estados do Nordeste: um em Pernambuco, um na Bahia e dois na Paraíba.
De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam informações verdadeiras sobre processos judiciais em andamento para abordar pessoas que aguardavam decisões ou o recebimento de valores na Justiça.
Durante os contatos, eles se passavam pelos advogados das vítimas e afirmavam que elas haviam obtido uma decisão favorável, mas precisavam realizar pagamentos para receber o dinheiro.
A estratégia tinha como objetivo convencer as vítimas a transferir quantias sob diferentes justificativas, como o pagamento de taxas para a liberação de alvarás ou de valores judiciais. Os repasses eram realizados por meio de boletos bancários ou transferências via Pix.
Segundo a delegada Lígia Cardoso, responsável pela investigação, os criminosos exploravam a expectativa das vítimas de receber valores relacionados a ações judiciais para conquistar a confiança delas e conseguir os pagamentos.
“Eles obtinham os dados das vítimas e entravam em contato se passando pelo advogado da vítima, dizendo que tinham uma boa notícia, que a vítima havia logrado êxito naquele processo. A partir disso, começavam com a engenharia social, que é o convencimento da vítima, a fazer com que a vítima pagasse algum valor para que pudesse obter o seu direito”, explicou.
A chamada engenharia social consiste no uso de estratégias de persuasão para induzir uma pessoa a acreditar em uma situação falsa e, com isso, realizar uma ação que favoreça os criminosos. Nesse caso, a abordagem se aproveitava da existência de processos reais para dar credibilidade à fraude.
Conforme a delegada, os investigados apresentavam diferentes explicações para convencer as vítimas a realizar os pagamentos. Entre os argumentos utilizados estavam supostas cobranças para liberar valores judiciais e emitir alvarás.
Em alguns casos, os suspeitos chegavam a afirmar que o dinheiro transferido seria destinado à conta de um promotor de Justiça, segundo o relato da responsável pela investigação. A variedade de justificativas ajudava a sustentar a abordagem fraudulenta e a fazer com que as cobranças parecessem parte de um procedimento judicial legítimo.
“O dinheiro era pago através de boleto, através de alguma transferência Pix, eles usam as mais variadas desculpas para justificar que a pessoa tinha que pagar. Tem gente que chegou até ser avisada que aquele dinheiro ia para conta de um promotor de Justiça”, relatou Lígia Cardoso.
A delegada acrescentou que as cobranças eram apresentadas como etapas necessárias para que as vítimas tivessem acesso a recursos que acreditavam já ter conquistado por meio de ações judiciais.
A investigação também identificou diferentes funções entre os suspeitos. Enquanto algumas pessoas seriam responsáveis pela execução direta das fraudes e pelo contato com as vítimas, outras teriam cedido contas bancárias utilizadas para receber os valores transferidos.
“Há pessoas que são, realmente, executores do crime. Há pessoas que cederam a conta, que foi a conta que foi beneficiária daqueles valores pagos pelas vítimas. Então, diversas funções dentro da organização criminosa”, afirmou a delegada.
A apuração busca esclarecer a atuação dos envolvidos na estrutura investigada, incluindo a participação de quem teria facilitado o recebimento do dinheiro obtido por meio das fraudes.
Segundo a Polícia Civil, o nome Véu de Themis foi escolhido a partir de uma referência à mitologia grega. Themis é associada à Justiça e simboliza valores relacionados à ordem e à aplicação das leis.
O termo “véu”, por sua vez, representa o disfarce utilizado pelos suspeitos para esconder a verdadeira natureza dos contatos com as vítimas. Ao se apresentarem como advogados e utilizarem informações de processos reais, os investigados buscavam transmitir credibilidade às cobranças fraudulentas.
A operação investiga tanto a prática das fraudes quanto a suspeita de lavagem de dinheiro, relacionada à movimentação dos valores obtidos. Os mandados de prisão cumpridos em Pernambuco, na Bahia e na Paraíba fazem parte das medidas adotadas no âmbito da apuração.
A principal orientação para quem recebe mensagens sobre a liberação de dinheiro de um processo judicial é confirmar a informação diretamente com o advogado responsável, utilizando um número de telefone ou outro canal de contato já conhecido.
Também é importante desconfiar de pedidos inesperados de pagamento para liberar indenizações, precatórios, alvarás ou outros valores judiciais. Antes de realizar qualquer transferência por Pix ou pagar boletos, a pessoa deve verificar a legitimidade da cobrança por meio de canais independentes.
O uso de informações verdadeiras sobre um processo não garante que o contato seja legítimo. Por isso, a confirmação da identidade de quem solicita o dinheiro é uma medida essencial para evitar prejuízos.
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Fonte: OpenWeather
O crime aconteceu às margens da BR-423, nas proximidades de um estabelecimento comercial.
Segundo a Polícia Civil, a agressão provocou uma lesão na perna da vítima.
Segundo as informações repassadas à equipe, a menina havia se engasgado e não estava respirando.
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