Polícia Civil de Pernambuco deflagra operação Foto: Divulgação/PCPE
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 28 de agosto, a Operação de Repressão Qualificada Pátrio Veneno. A ação teve como objetivo desarticular uma associação criminosa investigada pela prática de homicídios e foi desencadeada a partir das investigações sobre a morte de um empresário, ocorrida em 29 de dezembro de 2025, na zona rural de Moreno, na Região Metropolitana do Recife.
Ao todo, foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Moreno quatro mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão domiciliar.
Durante a operação, três dos quatro alvos de prisão foram localizados e presos nos municípios de Gravatá, Glória do Goitá e Jaboatão dos Guararapes.
Entre os presos estão o pai e o irmão da vítima, apontados nas investigações, respectivamente, como mandante e responsável por prestar auxílio material para a execução do crime, além de um dos homens apontados como executor.
Um quarto investigado, também apontado como executor, permanece foragido e segue sendo procurado pelas equipes policiais.
As investigações, iniciadas em dezembro de 2025 pela 13ª Delegacia de Polícia de Homicídios (13ª DPH/DHMS), apontaram que o crime teria sido motivado por uma disputa patrimonial envolvendo integrantes da própria família.
Segundo os elementos reunidos durante a apuração, após uma decisão judicial favorável à vítima em uma questão financeira relacionada a um imóvel comercial, o pai teria determinado sua morte e contratado executores para realizar o homicídio.
De acordo com a investigação, o crime foi planejado e executado de forma premeditada. Os executores teriam recebido informações sobre a rotina da vítima e contado com o auxílio do irmão para ter acesso a um galpão localizado nas proximidades da residência.
Eles permaneceram escondidos no local aguardando a chegada do empresário e, quando ele chegou, realizaram diversos disparos contra o veículo. A vítima, que possuía uma arma de fogo, reagiu e houve troca de tiros. Mesmo ferido, conseguiu conduzir o veículo até uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
A apuração também identificou elementos que indicam uma relação prévia entre o suposto mandante e os executores. A análise de dados de localização, registros telefônicos e informações bancárias apontou comunicações e contatos entre os investigados antes, durante e depois do homicídio.
Apesar de negarem participação no crime durante as investigações, os elementos técnicos reunidos pela Polícia Civil contradizem as versões apresentadas pelos suspeitos.
A operação também revelou indícios de que os executores envolvidos no homicídio poderiam estar relacionados a outros crimes de morte registrados na região de Glória do Goitá, Gravatá e municípios próximos.
Com a apreensão de aparelhos eletrônicos durante a operação, a Polícia Civil dará continuidade às perícias e à análise do material, que poderá contribuir para o aprofundamento da investigação, inclusive em relação à eventual quantia paga pela execução do homicídio e à identificação de outros crimes e envolvidos.
A Operação Pátrio Veneno foi presidida pelos delegados Douglas Camilo, Camila Souza, Bruno Andrade e Yara Rodrigues, respectivamente titular e adjuntos da 13ª DPH e titular da 14ª Circunscrição Policial.
A ação foi coordenada pela Divisão de Homicídios Metropolitana Sul (DHMS), vinculada à Diretoria Integrada Especializada (DIRESP/PCPE).
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Material foi encontrado escondido na caatinga durante retomada de operação realizada no sítio Baraúnas, na zona rural de Dormentes.
Criança foi localizada pela polícia e encaminhada ao Conselho Tutelar.
Relatório policial reconstruiu os minutos anteriores ao afogamento e apontou responsabilidades diferentes entre os quatro investigados.
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