Operação Infestatio mira uma organização suspeita de usar adolescentes e atos de violência para controlar territórios na Mata Sul.
02 de setembro de 2026 às 13:28 - Atualizado às 14:51
Operação Infestatio cumpriu oito mandados de prisão e três de busca e apreensão. Foto: Divulgação/PCPE
Oito pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, homicídios e corrupção de menores foram presas durante uma operação da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) nesta quarta-feira, 2 de setembro.
Batizada de Infestatio, a ação cumpriu oito mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão domiciliar. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara da Comarca de Água Preta, na Mata Sul pernambucana.
Três investigados foram presos em Água Preta. Uma mulher foi localizada em Tangará da Serra, no Mato Grosso, durante uma ação conjunta entre as polícias civis dos dois estados.
Os outros quatro mandados foram cumpridos contra investigados que já estavam recolhidos ao sistema prisional. As ordens foram executadas em unidades localizadas no Recife, em Tacaimbó e em Palmares.
Os três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços de Água Preta. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados nem informou, até a última atualização, quais materiais foram recolhidos durante as buscas.
As investigações começaram em julho de 2025 e tiveram como alvo uma célula criminosa com atuação principalmente em Água Preta e São José da Coroa Grande.
Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha uma estrutura organizada e dividia as funções entre os integrantes. As apurações identificaram possíveis líderes, gerentes, responsáveis por pontos de venda de drogas, operadores logísticos e pessoas encarregadas da comercialização dos entorpecentes.
Os investigadores também apontaram a utilização de adolescentes nas atividades atribuídas à organização. Essa suspeita motivou a inclusão do crime de corrupção de menores entre as condutas apuradas.
Ainda conforme a polícia, integrantes recorriam a homicídios e outros atos violentos para controlar territórios, impor regras e manter a disciplina interna do grupo. A corporação não detalhou quais assassinatos estão relacionados à investigação.
A Infestatio foi coordenada pela delegada Maria Paula Góes, titular da Delegacia da 75ª Circunscrição, em Água Preta. Esta foi a 68ª Operação de Repressão Qualificada realizada pela Polícia Civil de Pernambuco em 2026.
A investigação recebeu assessoramento da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro.
Também participaram da ação equipes do Comando de Operações e Recursos Especiais, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, do Grupamento Tático Aéreo e da inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, além da Polícia Civil de Mato Grosso.
As prisões são cautelares e não representam condenação. O inquérito permanece em andamento para esclarecer a participação individual de cada investigado e identificar possíveis outros integrantes da organização.
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Segundo as investigações tiveram início em julho de 2025, após os investigadores identificarem a atuação de uma célula criminosa nos municípios de Água Preta e São José da Coroa Grande.
Raíla Miranda afirma ter sofrido agressões físicas, psicológicas e patrimoniais; Polícia Civil e Ministério Público apuram o caso.
Além das prisões e buscas, a Justiça estadual determinou medidas para atingir o patrimônio dos investigados, incluindo o sequestro de bens e o bloqueio de ativos financeiros
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