Homem não recebe maconha e denuncia traficante à polícia. Foto: Reprodução
Um homem, morador de Goiânia (GO), acionou a polícia após ser enganado por um traficante de drogas. Ele comprou maconha por meio do WhatsApp, fez o pagamento antecipado, mas não recebeu o produto conforme combinado. Sentindo-se lesado, registrou um boletim de ocorrência alegando que o vendedor “agiu de má-fé”. O caso veio a público após o delegado Humberto Teófilo, da Central de Flagrantes da cidade, divulgar a situação.
No relato à polícia, o homem explicou que transferiu o valor combinado, mas, logo depois, o traficante parou de responder e não realizou a entrega da maconha. Ele pagou R$ 210 por 30 gramas da substância e fez questão de mencionar na ocorrência que a quantidade está “abaixo do estabelecido pela Corte (STF) como tráfico”.
No boletim, ele justificou o registro da queixa afirmando que, mesmo sendo uma atividade ilícita, o compromisso entre as partes deveria ser mantido.
“Muito embora a atividade dele seja ilícita e o uso da substância não seja considerado crime, a boa-fé nas relações deve ser mantida e, nesse caso, como não foi, estou fazendo o boletim de ocorrência para fins de averiguação desse sujeito criminoso que tem passado a perna em cidadãos que fazem uso recreativo da cannabis e que, por vezes, precisam dela para fatores médicos, como é o meu caso”, escreveu.

O delegado Humberto Teófilo reagiu com indignação ao episódio e compartilhou a ocorrência em suas redes sociais.
“Olha a ocorrência que foi registrada. Tem condição?”, questionou.
Ele relatou a situação com tom de ironia e criticou a normalização do uso e da venda de drogas.
“O cara mora em Goiânia. Ele diz que entrou em contato com um traficante de drogas, solicitou maconha para ele, e já dizendo que o STF decidiu que até 40 gramas não caracteriza crime, e a maconha não foi entregue”, afirmou.
Ex-deputado estadual por Goiás pelo partido Patriota, Teófilo se define no Instagram como “conservador, professor, esposo, pai e patriota”. Para ele, a denúncia registrada pelo comprador reflete uma banalização do consumo de drogas.
“É brincadeira… O quão as pessoas estão normalizando o uso, a venda de drogas, e pedindo ainda que a polícia haja. E aí, estelionato nesse caso? É uma palhaçada”, finalizou.
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As vítimas foram identificadas como Maria Clair Luzini, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos. Os dois foram mortos dentro de casa.
Segundo a acusação, ele teria lucrado com a exploração sexual da vítima ao longo de três anos.
Jorge Guaranho, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiu a festa de Marcelo Arruda e disparou contra ele.
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