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Golpe de R$ 4,5 milhões: Polícia Civil investiga fraude em terreno de luxo em Ipojuca (PE)

As investigações tiveram início em março deste ano, após a advogada de um casal de proprietários do imóvel procurar a delegacia para denunciar o crime.

22 de julho de 2026 às 13:36   - Atualizado às 14:42

Golpe de R$ 4,5 milhões: Polícia Civil investiga fraude em terreno de luxo em Ipojuca (PE)

Golpe de R$ 4,5 milhões: Polícia Civil investiga fraude em terreno de luxo em Ipojuca (PE) Foto: Divulgação/PCPE

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), por meio da Delegacia de Ipojuca, deflagrou, na manhã da última terça-feira, 21 de julho, a Operação de Repressão Qualificada Escritura Fria. A ação foi presidida pela delegada Letícia Moreira e teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma associação criminosa investigada por estelionato, falsificação de documento público e falsidade ideológica.

As investigações tiveram início em março deste ano, após a advogada de um casal de proprietários de um terreno localizado em Ipojuca procurar a delegacia para denunciar uma fraude imobiliária.

Golpe de R$ 4,5 milhões: Polícia Civil investiga fraude em terreno de luxo em Ipojuca (PE)

As vítimas, que residem nos Estados Unidos, pretendiam vender o imóvel, avaliado em aproximadamente R$ 4,5 milhões, quando descobriram que a propriedade já havia sido transferida, de forma fraudulenta, para uma empresa e permanecia anunciada para venda no mercado imobiliário.

Segundo a delegada Letícia Moreira, a apuração revelou um esquema criminoso sofisticado, estruturado para conferir aparência de legalidade às transações.

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"Quando a advogada constatou que o imóvel já estava registrado em nome de outra empresa, iniciamos uma investigação para entender como aquela negociação havia sido formalizada. Ao longo das diligências, identificamos uma associação criminosa que utilizava documentos falsos e diferentes cartórios para dar legitimidade às fraudes e dificultar a fiscalização", explicou.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou que a suposta compra e venda do imóvel foi baseada em uma procuração falsa, confeccionada em outro estado. O documento foi submetido à perícia do Instituto de Criminalística, que confirmou a falsificação da assinatura de uma das vítimas.

De acordo com a delegada, a organização criminosa contava com a participação de diferentes pessoas para viabilizar o golpe.

"No início, não imaginávamos a dimensão da fraude. À medida que aprofundamos as investigações, identificamos o envolvimento de diversos integrantes, entre eles pessoas que atuavam em diferentes etapas da cadeia documental. O grupo fragmentava os atos em cartórios distintos justamente para dificultar a identificação da fraude e conferir aparência de legalidade aos registros", afirmou.

As investigações também apontaram que um dos documentos utilizados na negociação fraudulenta foi confeccionado em um cartório no Rio Grande do Norte, onde um dos investigados possuía vínculo familiar com o tabelião da unidade. A suspeita é de que essa facilidade tenha sido explorada para viabilizar a emissão da documentação falsa utilizada posteriormente no registro da transferência do imóvel em Pernambuco.

A delegada ressalta que a investigação ainda está em andamento e poderá revelar novos crimes e outras vítimas.

"Há indícios de que esse grupo possa ter atuado em outras fraudes imobiliárias. A partir do material apreendido nesta operação, vamos aprofundar as investigações para identificar novos envolvidos e verificar se existem outros imóveis negociados por meio do mesmo modus operandi", destacou.

Na esfera cível, o imóvel ainda permanece registrado em nome da empresa utilizada na fraude, enquanto os proprietários buscam reverter judicialmente a transferência. A Polícia Civil acredita que as provas produzidas durante a investigação poderão contribuir para a restituição do bem às vítimas.

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