Em um dos registros, feitos no alto do Complexo da Penha, o drone da corporação captou o momento em que seis policiais entraram na mata e foram surpreendidos por disparos.
Momento em que policiais são surpreendidos com disparos. Foto: Reprodução
Imagens exclusivas exibidas pelo Fantástico, no domingo, 2 de novembro, revelaram detalhes da megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro. As gravações, feitas por drones da polícia, mostram criminosos fortemente armados em meio à mata atirando contra os agentes no alto do morro, durante o confronto nos complexos da Penha e do Alemão. (veja vídeo abaixo)
Em um dos registros, feitos no alto do Complexo da Penha, o veículo aéreo da corporação captou o momento em que seis agentes entraram na mata e foram surpreendidos por disparos vindos de criminosos escondidos.
Nas imagens, é possível ver os policiais tentando se proteger enquanto tiros são disparados. Dois agentes caíram e se arrastaram para buscar abrigo; um deles foi atingido na mão e o outro, na barriga, conseguindo pedir reforço por telefone.
O policial Rodrigo Cabral chegou para tentar socorrer os colegas feridos. Poucos segundos após entrar na mata, ele também foi atingido por um tiro na cabeça. O resgate do corpo foi realizado por uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), que precisou rastejar sob fogo intenso até o local, já que os criminosos permaneciam escondidos e atirando. Rodrigo Cabral morreu na hora.
A Cúpula da Segurança Pública do Rio de Janeiro começou a divulgar, na manhã da sexta-feira (31), a lista de mortos na megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão.
Entre os nomes confirmados, estão chefes da facção Comando Vermelho (CV) oriundos de outros estados.
De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, os dois complexos se consolidaram como o quartel-general do Comando Vermelho em nível nacional, servindo como base estratégica para o controle das ações da facção em diversas regiões do país.
“[Nesses locais] são feitos treinamentos de tiros, para os marginais serem formados aqui e voltarem aos seus estados de origem para disseminar a cultura da facção”, afirmou o secretário.
O principal alvo da operação era o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, que conseguiu escapar do cerco policial.
Segundo as investigações, Doca é considerado o maior chefe do Comando Vermelho em liberdade — ocupando posição imediatamente abaixo de Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, ambos presos em penitenciárias federais.
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Pela força do impacto, as cabines dos veículos ficaram destruídas e parte da carga ficou espalhada pela rodovia. A PRF esteve no local.
Contra o suspeito havia sete mandados de prisão por homicídio. A mulher tinha um mandado em aberto. Ambos também são investigados por tráfico de drogas e extorsão.
Um dos criminosos ainda continua foragido: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos
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