Dárik Sampaio, atleta do Sport morto por bala perdida no Recife. Foto: Reprodução
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) decidiu arquivar o inquérito que investigava a morte de Dárik Sampaio da Silva, de 13 anos, atleta de futsal sub-14 do Sport, vítima de uma bala perdida durante uma perseguição policial no Recife.
O órgão concluiu que o disparo fatal partiu de um policial militar, mas não foi possível identificar qual agente efetuou o tiro, impossibilitando o oferecimento de denúncia.
Dárik foi atingido enquanto estava em frente à sua casa, em meio a uma operação que envolvia a perseguição a homens suspeitos de roubar um veículo. De acordo com testemunhas, o carro perseguido pela polícia estava com os vidros fechados e não houve troca de tiros durante a ação. O caso aconteceu na noite de 16 de março de 2024, no bairro do Jordão. Dárik estava com duas colegas na frente da casa de uma delas quando foi atingido por disparos de arma de fogo;
Segundo o promotor Ademilton Carvalho Leitão, nove projéteis de pistola calibre .40 foram encontrados no local do crime e no veículo perseguido. Este calibre é compatível com as armas utilizadas pelos policiais envolvidos. Apesar disso, os laudos periciais não conseguiram estabelecer com precisão de qual arma partiu o disparo que atingiu o adolescente.
“Embora forneçam informações relevantes, os laudos não são suficientes para uma conclusão clara sobre os fatos ou a autoria dos disparos”, apontou o parecer do MPPE.
Dentro do carro dos suspeitos, foram localizadas duas armas — uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 38. No entanto, nenhum projétil desses calibres foi identificado na cena do crime.
A investigação conduzida pela Polícia Civil, concluída e entregue ao MPPE em 1º de novembro, também não conseguiu avançar na responsabilização direta. A Secretaria de Defesa Social (SDS) declarou que os policiais não cometeram transgressão disciplinar durante a operação. No processo investigativo, foram analisadas as armas dos agentes e colhidos depoimentos de testemunhas e envolvidos.
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O episódio que levou à investigação aconteceu em 5 de julho. Segundo a Polícia Civil, a criança teria sido agredida pelo pai após não dar "bom dia".
A prisão está relacionada à ação policial, deflagrada pela FICCO/PE em maio de 2024 para combater uma organização criminosa com atuação em diferentes municípios.
Segundo informações apuradas pelo site Metrópoles, o suspeito já responde por estupro e homicídio
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