Corpo de Ana Beatriz foi encontrado em armário. Fotos: Arquivo Pessoal
A Polícia Civil de Alagoas revelou, em coletiva realizada na terça-feira, 15 de abril, que a principal suspeita pelo assassinato da bebê Ana Beatriz é a própria mãe da criança. Segundo as autoridades, a mulher confessou ter asfixiado a filha com um travesseiro.
A bebê, de apenas 15 dias de vida, havia desaparecido na última sexta-feira (11), no município de Novo Lino (AL), a cerca de 100 quilômetros de Maceió. Inicialmente, a mãe alegou que a criança havia sido sequestrada por quatro criminosos enquanto aguardava um ônibus no povoado Novo Eusébio, às margens da BR-101.
No entanto, durante as investigações, a mulher apresentou versões contraditórias sobre o caso, chegando a afirmar que havia “dado” a criança a alguém.
Depois, afirmou que a bebê teria se engasgado enquanto era amamentada. Por fim, confessou o crime, admitindo que matou a filha asfixiada com um travesseiro.
O corpo da bebê foi encontrado pela polícia enrolado em um saco plástico, dentro de um armário onde também estavam guardados materiais de limpeza.
A mulher foi presa em flagrante e deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (16). Ela permanece detida e está à disposição da Justiça.
As investigações começaram a tomar outro rumo após relatos de testemunhas que contradiziam a versão do sequestro. Embora os detalhes dos depoimentos não tenham sido divulgados, a polícia também obteve imagens de câmeras de segurança que reforçaram as suspeitas contra a mãe.
Na segunda-feira (14), equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros realizaram buscas no entorno da residência da família, inclusive em latas de lixo, mas não localizaram a criança naquele momento.
Vizinho relataram ter ouvido o choro da bebê pela última vez na quinta-feira (10), um dia antes do suposto sequestro.
No fim de semana, um homem chegou a ser detido em Vitória de Santo Antão (PE) após a polícia localizar um veículo com características semelhantes ao descrito pela mãe. No interior do carro, foram encontradas placas de automóveis, o que levantou suspeitas. No entanto, após prestar depoimento, ele foi liberado e sua participação no caso descartada.
A Polícia Civil de Alagoas já trabalhava com a possibilidade de que Ana Beatriz estivesse morta.
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A Guarda Municipal, por meio da equipe da Guarda Ambiental, foi acionada para uma ocorrência de maus-tratos a animal, que não resistiu aos ferimentos e morreu.
A criança estava internada em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Itumbiara desde a noite de quarta-feira (11), quando foi atingida pelos disparos.
Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
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