Residência onde ocorreu o crime foi saqueda por populares e teve móveis queimados; Polícia Civil busca responsáveis.
16 de outubro de 2026 às 14:12 - Atualizado às 15:06
Os pais, ambos de 19 anos, foram presos em flagrante na quarta-feira (14). Foto: Reprodução/Redes sociais
Um bebê de 23 dias foi morto com 24 golpes de faca dentro da casa onde morava, em Patos, no Sertão da Paraíba. Os pais, ambos de 19 anos, foram presos em flagrante na quarta-feira, 14 de outubro, e tiveram as prisões convertidas em preventivas durante audiência de custódia na quinta-feira (15). Eles são investigados por homicídio qualificado e omissão.
A decisão foi tomada pela juíza Vanessa Moura Pereira de Cavalcante, que acolheu o pedido do Ministério Público da Paraíba. A defesa havia solicitado liberdade provisória para os investigados.
Ao fundamentar a manutenção das prisões, a magistrada destacou a gravidade do caso, a vulnerabilidade da vítima e a necessidade de preservar a investigação e as testemunhas. Segundo o documento judicial, apenas os dois investigados estavam com a criança no momento das agressões.
O crime aconteceu no bairro Dona Milindra. Quando os policiais chegaram, encontraram o recém-nascido morto e os pais atribuindo um ao outro a responsabilidade pelas agressões.
A mãe estava na rua com manchas de sangue nas roupas e no corpo, enquanto o homem também pedia ajuda policial. Os relatos foram confrontados com depoimentos de pessoas próximas e de testemunhas. Os celulares foram apreendidos para análise.
A investigação ainda busca estabelecer a participação de cada um. Entre as hipóteses apresentadas pelo delegado Gilson Duarte estão a atuação da mulher sozinha ou a participação conjunta do homem. Uma possível omissão dele também é apurada.
A quantidade de golpes foi identificada pela perícia do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos. Após a audiência, o homem foi encaminhado ao Presídio Masculino Romero Nóbrega, e a mulher, ao Presídio Regional Feminino, ambos no município.
Na madrugada de quinta-feira (15), a residência da família foi arrombada e saqueada. Uma cama e um colchão estavam entre os objetos retirados e queimados em uma área próxima.
A Polícia Militar informou que fazia rondas para evitar atos de vandalismo, mas a invasão aconteceu em um intervalo entre as passagens das equipes.
A Polícia Civil procura identificar os responsáveis. Segundo a corporação, a invasão não comprometeu a apuração da morte, porque a perícia no imóvel já havia sido realizada na quarta-feira. As circunstâncias do homicídio e a responsabilidade individual dos investigados continuam sob investigação.
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