Justiça decide manter presa mãe que matou menina Ana Beatriz. Foto: Divulgação
A Justiça de Alagoas manteve a prisão preventiva de Eduarda Silva de Oliveira, de 22 anos, após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira, 16 de abril, no Fórum do Barro Duro, em Maceió.
A jovem confessou ter escondido o corpo da filha recém-nascida, Ana Beatriz, dentro de um saco plástico, guardado em um armário junto a materiais de limpeza.
A decisão judicial determinou que ela permaneça presa, com direito a acompanhamento psicológico e recolhimento em cela separada.
Eduarda foi presa em flagrante na terça-feira (15), após ter revelado ao seu advogado o local onde colocou o corpo da bebê. Segundo informações da Polícia Civil, ela apresentou cinco versões diferentes sobre o que teria acontecido com a criança.
Inicialmente, ela afirmou que quatro homens em um carro preto haviam sequestrado a filha na BR-101. Em outro momento, disse que havia sido vítima de um estupro durante uma invasão domiciliar, e que os criminosos levaram a recém-nascida.
Os investigadores descartaram todas as versões com base nas inconsistências e nas provas colhidas. As contradições acenderam o alerta entre os agentes, que já acompanhavam o caso desde o início da suposta denúncia de desaparecimento.
A polícia confirmou que a jovem não pernoitou na residência da família no dia anterior ao flagrante, o que levantou suspeitas sobre o momento e o local em que o corpo foi colocado no armário.
Na segunda-feira (14), equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros realizaram buscas no entorno da residência da família, inclusive em latas de lixo, mas não localizaram a criança naquele momento.
Vizinho relataram ter ouvido o choro da bebê pela última vez na quinta-feira (10), um dia antes do suposto sequestro.
No fim de semana, um homem chegou a ser detido em Vitória de Santo Antão (PE) após a polícia localizar um veículo com características semelhantes ao descrito pela mãe. No interior do carro, foram encontradas placas de automóveis, o que levantou suspeitas. No entanto, após prestar depoimento, ele foi liberado e sua participação no caso descartada.
A Polícia Civil de Alagoas já trabalhava com a possibilidade de que Ana Beatriz estivesse morta.
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A Guarda Municipal, por meio da equipe da Guarda Ambiental, foi acionada para uma ocorrência de maus-tratos a animal, que não resistiu aos ferimentos e morreu.
A criança estava internada em estado gravíssimo na UTI do Hospital Estadual de Itumbiara desde a noite de quarta-feira (11), quando foi atingida pelos disparos.
Segundo investigações, o homem usava sua posição como líder para acessar seus alvos, e, a partir disso, explorava a confiança depositada nele pelas famílias das vítimas.
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