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Voto evangélico em Pernambuco: líderes religiosos se posicionam contra ideologia de esquerda

Falando sobre fé e política, pastores e deputados evangélicos do estado reforçam posicionamento crítico à ideologia de esquerda, influenciando cerca de 1,9 milhão de fiéis.

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03 de janeiro de 2026 às 16:00   - Atualizado às 16:21

Apoio dos evangélicos em Pernambuco para 2026

Apoio dos evangélicos em Pernambuco para 2026 Foto: Divulgação/IEADPE

O segmento evangélico em Pernambuco tem demonstrado nos últimos anos um crescente distanciamento da ideologia de esquerda. Uma das vozes mais emblemáticas nesse cenário é o pastor Isaac Silva, auxiliar da Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE). Em publicações nas redes sociais, ele afirma que a ideologia esquerdista funciona como um “instrumento maligno contra Deus e a família”, destacando que ela representa uma ameaça espiritual, moral e social.

Segundo o pastor, a política no Brasil não é apenas uma questão partidária, mas uma arena em que princípios cristãos devem influenciar decisões públicas. Para ele, cristãos não podem permanecer passivos:

“Cristão, não fique de joelhos apenas dentro da igreja. Levante-se, entre na arena pública e faça diferença. Cada eleição, cada decisão, cada ato importa para a glória de Cristo.”

Essa postura é reforçada por referências históricas de líderes cristãos que impactaram a sociedade a partir de princípios religiosos, como Martin Luther King Jr., William Wilberforce e John Newton, todos citados pelo pastor como exemplos de fé ativa na política.

Além de Isaac Silva, outros líderes evangélicos e políticos do estado vêm se posicionando publicamente contra a esquerda. Entre eles estão o deputado federal Pastor Eurico (PL), Clarissa Tércio (PL), Adlaton (PP), Michele Colins (PP), Pastor Cleyton Collins (PP) Pastor Júnior Tércio (PP), todos ligados a igrejas tradicionais do segmento evangélico. Esses posicionamentos reforçam uma tendência de distanciamento dos candidatos de esquerda, especialmente em Pernambuco, onde os evangélicos somam cerca de 1,9 milhão de pessoas, segundo os últimos dados oficiais.

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O efeito desse distanciamento é percebido em pesquisas eleitorais, nas quais candidatos ligados a partidos de esquerda tendem a ter menor apoio entre os fiéis evangélicos. Analistas apontam que essa base eleitoral se torna decisiva em eleições estaduais e municipais, dada a representatividade significativa do segmento no estado.

O crescimento da população evangélica em Pernambuco tem impactado diretamente a política local. Igrejas como a Assembleia de Deus, Igreja Batista, Igreja Quadrangular, Universal e outras denominações tradicionais consolidam não apenas presença religiosa, mas também influência política, através do engajamento de fiéis em campanhas, debates e mobilizações sociais.

No contexto atual, líderes evangélicos têm reforçado que ideologias políticas devem ser avaliadas sob a ótica da fé, da moral e dos valores familiares. Para o Pastor Isaac Silva da IEADPE, por exemplo, a ideologia de esquerda não é apenas uma corrente política, mas um movimento que busca silenciar a voz da igreja, corroer princípios e desafiar a autoridade espiritual de Deus. Ele afirma:

“Nenhuma ideologia sobreviverá ao poder da cruz de Cristo.”

Esse discurso cria uma narrativa de resistência, na qual o voto evangélico é percebido como uma extensão da fé e da missão espiritual, e não apenas uma escolha partidária.

A mobilização das igrejas e das lideranças evangélicas tende a influenciar significativamente os próximos pleitos em Pernambuco. A convergência entre fé e política tem levado muitos fiéis a se distanciar de candidatos alinhados à esquerda, buscando alternativas que reflitam valores cristãos e conservadores.

Especialistas apontam que essa tendência não é isolada, mas parte de um fenômeno nacional, onde setores evangélicos fortalecem seu papel na definição de resultados eleitorais. Em Pernambuco, a força do segmento se traduz em influência direta sobre mais de um terço do eleitorado em certas regiões, tornando o alinhamento político religioso um fator estratégico para partidos e candidatos.

Para líderes como Isaac Silva, a participação política dos cristãos é uma forma de exercer cidadania e defender valores espirituais. Ele alerta que a omissão pode ter consequências negativas:

“Quando homens e mulheres de fé se levantam, a sociedade é profundamente impactada e quase sempre transformada para melhor.”

O discurso evangélico em Pernambuco aponta, portanto, para uma crescente conscientização política entre os fiéis, que passam a avaliar candidatos e projetos não apenas pelo viés econômico ou social, mas pela compatibilidade com princípios religiosos e familiares.

O distanciamento do voto evangélico da esquerda em Pernambuco reflete uma combinação de fatores espirituais, morais e sociais, liderados por pastores e políticos do segmento evangélico. Com cerca de 1,9 milhão de fiéis no estado, essa base representa não apenas um contingente religioso, mas um poder eleitoral significativo, capaz de moldar debates, influenciar eleições e reforçar valores considerados fundamentais pelo segmento.

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