Membros do MST e vereador de Petrolina. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
Durante uma entrevista concedida na manhã desta terça-feira, 8 de abril, a Rádio Grande Rio AM, o vereador de Petrolina, Dhiego Serra (PL), fez uma declaração ao defender o uso de violência por parte da polícia para retirar integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) da Fazenda CopaFruit, localizada na zona rural do município.
“Tem que tirar vagabundo invasor na bala. Se fosse na minha casa, eu mandava bala”, afirmou o parlamentar ao comentar a situação.
A fala ocorreu após a ocupação da fazenda no último domingo (6), quando cerca de mil famílias ligadas ao MST entraram na propriedade como parte da jornada nacional “Abril de Lutas”.
Essa mobilização ocorre anualmente em memória ao Massacre de Eldorado dos Carajás, registrado em 17 de abril de 1996, no Pará, quando 21 trabalhadores sem-terra foram mortos pela Polícia Militar durante uma manifestação.
No mesmo dia da ocupação, Serra esteve na entrada da propriedade e relatou ter sido recebido com hostilidade pelos integrantes do movimento. Segundo ele, os manifestantes estavam armados com foices e facões. O vereador também afirmou que a fazenda seguia em funcionamento, com máquinas trabalhando na preparação do solo, e por isso não poderia ser considerada improdutiva.
“Quem invade propriedade privada é criminoso”, concluiu o vereador, defendendo uma ação imediata das forças de segurança para desocupar a área.
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) iniciou uma série de invasões de terras em Pernambuco, integrando as atividades do "Abril de Lutas". Essa ação busca chamar a atenção para questões relacionadas à propriedade de terras e aos direitos sociais no estado.
As invasões fazem parte de uma estratégia mais ampla do MST para destacar a necessidade de atenção às demandas dos trabalhadores rurais ligados ao movimento. O movimento visa promover um debate sobre a invasão de terras e a melhoria das condições de vida no campo.
As ações do MST em Pernambuco geraram discussões significativas entre autoridades, proprietários de terra e a sociedade civil. Enquanto alguns apoiam o movimento por motivos políticos e econômicos, outros levantam preocupações sobre os métodos utilizados e invasões de áreas produtivas.
As invasões realizadas pelo MST visam não apenas iniciar mudanças, mas também uma tentativa (que já fracassou algumas vezes) de sensibilizar a população sobre a importância de políticas públicas eficazes para o desenvolvimento rural. O impacto dessas ações pode influenciar futuras decisões políticas e sociais no estado.
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