Quase 4 mil pessoas aguardam por um transplante em Pernambuco. Atualmente, são 3.985 pacientes na fila por diferentes órgãos e tecidos no Estado.
22 de setembro de 2026 às 09:32 - Atualizado às 09:36
A campanha "Pare, pense e doe". Foto: Divulgação
Quase 4 mil pessoas aguardam por um transplante em Pernambuco. Atualmente, são 3.985 pacientes na fila por diferentes órgãos e tecidos no Estado. O número faz parte das informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), por meio da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), durante a programação do Setembro Verde.
A campanha é dedicada à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos e tem como tema “Pare, pense e doe”. Ao longo do mês, a iniciativa busca ampliar o debate sobre o assunto, esclarecer dúvidas e incentivar os pernambucanos a conversar com seus familiares sobre a decisão de ser doador.
A abertura da programação ocorreu nesta segunda-feira, 21 de setembro, no Auditório da SES-PE, com a participação de profissionais e representantes envolvidos na política de transplantes no Estado.
Segundo o coordenador da Central de Transplantes de Pernambuco, André Bezerra, mais de 4 mil pernambucanos aguardam por um órgão ou tecido. A pasta reforça que conversar com os familiares sobre o desejo de ser doador é uma etapa importante do processo.
“Dia 27 de setembro é celebrado o Dia Nacional do Doador de Órgãos e, durante todo o mês, as centrais estaduais de transplantes intensificam as ações de conscientização sobre a importância da doação. Hoje, são mais de 4 mil pernambucanos aguardando por um órgão ou tecido”, destacou.
Enquanto milhares de pessoas aguardam por um órgão ou tecido, Pernambuco registrou crescimento no número de transplantes realizados em 2026.
Entre janeiro e agosto deste ano, foram realizados 1.379 transplantes no Estado. No mesmo período de 2025, foram 1.276 procedimentos. O resultado representa um crescimento de 8,1%.
O transplante de córnea apresentou a maior alta entre os procedimentos citados. Foram 746 transplantes realizados entre janeiro e agosto de 2026, contra 614 no mesmo período do ano passado, um crescimento de 21,5%.
No período deste ano, também foram realizados 304 transplantes de rim, 225 de medula óssea, 74 de fígado, 17 de coração e oito de valva. Além disso, foram registrados dois transplantes de rim/pâncreas, dois de fígado/rim e um de coração/rim.
A fila é formada por pacientes que aguardam por diferentes órgãos e tecidos. Muitos convivem com doenças graves e tratamentos prolongados enquanto esperam pela oportunidade de receber um transplante.
O processo de doação, por sua vez, começa após a perda de um potencial doador. Nesse momento, uma equipe especializada conversa com os familiares para acolher, esclarecer dúvidas e explicar como funciona a doação.
No Brasil, a autorização da família é indispensável para a doação de órgãos, mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de ser doadora. Por isso, a orientação da Central de Transplantes é que as pessoas conversem previamente com seus familiares sobre essa decisão.
A programação do Setembro Verde continua nesta sexta-feira (25), às 10h, com o Culto Ecumênico do Setembro Verde, no Auditório Alice Figueira, no IMIP.
No sábado (26), das 8h às 19h, a Central de Transplantes participará do Simpósio do Setembro Verde, na Associação Médica de Pernambuco (AMPE), no bairro da Boa Vista. O evento reunirá profissionais e especialistas para discutir temas relacionados à doação e aos transplantes.
As atividades serão encerradas no domingo (27), às 6h30, com a Caminhada do Setembro Verde, na Beira Rio, no bairro da Torre, no Recife. A iniciativa pretende levar para as ruas a mensagem de conscientização sobre a importância da doação de órgãos.
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