Mordores de rua do Recife Foto: Divulgação
A população em situação de rua no Recife registrou um crescimento alarmante de 166% entre os anos de 2019 e 2025, conforme mostram dados oficiais e pesquisas recentes. Este aumento expressivo reflete uma crise social crescente na capital pernambucana, evidenciando a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes para atender esse grupo vulnerável.
Em 2019, o censo realizado pela UFRPE em parceria com a Prefeitura do Recife contabilizou cerca de 1.400 pessoas vivendo nas ruas da cidade. Quatro anos depois, em 2023, o levantamento oficial apontou um aumento de 29%, com 1.806 pessoas registradas, sendo 1.443 vivendo nas ruas e 363 acolhidas em abrigos.
No entanto, o dado mais recente, divulgado em março de 2025 pelo Cadastro Único compilado pelo Observatório das Populações em Situação de Rua da UFMG, indica que o número já ultrapassa a marca de 3.725 moradores de rua, quase o triplo de moradores do registrado em 2019.
Esse salto de 166% em seis anos destaca um agravamento estrutural da vulnerabilidade social na capital pernambucana, agravada por fatores como crise econômica, desemprego, baixa escolaridade e rupturas familiares. A maioria das pessoas em situação de rua no Recife é formada por homens entre 18 e 59 anos, autodeclarados pretos ou pardos, que enfrentam condições precárias de vida.
De acordo com os dados levantados, a maioria das pessoas em situação de rua no Recife é formada por homens (entre 75% e 84%), autodeclarados pretos ou pardos (≈80%), em idade ativa entre 18 e 59 anos. Os principais fatores que levam a essa condição são ruptura de vínculos familiares, desemprego, baixa escolaridade e renda mensal inferior a R$109, o que representa cerca de 7% do salário mínimo.
Mais de 52% das pessoas nessa condição não concluíram o ensino fundamental, o que agrava as barreiras para o ingresso ou retorno ao mercado de trabalho. Especialistas apontam que o crescimento da população em situação de rua no Recife está diretamente ligado à falta de políticas de moradia, programas de reinserção profissional e ações permanentes de assistência social.
O aumento da população em situação de rua no Recife não é um fenômeno isolado. Dados nacionais indicam que o Brasil registrou crescimento expressivo do número de pessoas vivendo nas ruas nos últimos anos, especialmente no pós-pandemia. Mas, no caso do Recife, a duplicação em seis anos expõe um quadro crítico, com implicações diretas na saúde pública, segurança e na própria dignidade humana.
O Recife vive uma crise social silenciosa, mas estatisticamente evidente. O salto de 1.400 para 3.725 pessoas em situação de rua entre 2019 e 2025 deve acender o alerta para a necessidade urgente de ações estruturais e políticas públicas contínuas. A cidade, que se orgulha de ser referência cultural e histórica, precisa também ser exemplo de justiça social e dignidade.
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