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Ramal Camaragibe do Metrô do Recife passa a operar em linha singela a partir desta segunda (8)

A mudança acontece em razão do início das obras de substituição de peças entre as estações Camaragibe e Rodoviária.

Cami Cardoso

08 de junho de 2026 às 08:38   - Atualizado às 09:17

Ramal Camaragibe do Metrô do Recife passa a operar em linha singela a partir desta segunda (8)

Ramal Camaragibe do Metrô do Recife passa a operar em linha singela a partir desta segunda (8) Foto: ANP Trilhos

O Ramal Camaragibe do Metrô do Recife passou a operar em via singela na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, devido ao início das obras de substituição de dormentes entre as estações Camaragibe e Rodoviária.

A medida, anunciada pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), impacta diretamente cerca de 138 mil passageiros diários, que enfrentarão um tempo de espera de 30 minutos ao longo do dia e de 45 minutos após as 20h30. O prazo estimado para a conclusão dos trabalhos e normalização do fluxo é de seis meses.

A circulação em via única foi a solução técnica encontrada para permitir a execução da reforma sem a paralisação total do serviço. Os dormentes, peças transversais que sustentam os trilhos, são essenciais para manter a distância correta da via e distribuir o peso dos trens com segurança, evitando deformações no solo.

Embora a operação especial traga transtornos imediatos e exija planejamento extra por parte dos usuários, a CBTU reforça que a intervenção é vital para o sistema.

A expectativa é que, com o fim das obras, o ramal ofereça maior agilidade, permitindo o aumento da velocidade dos trens, a redução dos intervalos habituais e uma maior capacidade de transporte na Região Metropolitana.

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Fechamento da Linha Sul

A operação da Linha Sul do Metrô do Recife pode ser interrompida a partir de 2027 caso não haja reforço imediato na frota de trens. O alerta foi feito pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que aponta risco de paralisação parcial do sistema, especialmente no trecho que liga a Zona Sul da Região Metropolitana ao Centro da capital pernambucana.

Segundo a companhia, a única alternativa no curto prazo é a chegada de trens usados vindos de outros estados, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. As composições, que não possuem ar-condicionado, ainda dependem de questões logísticas para serem transferidas ao Recife. A previsão inicial já sofreu três adiamentos, e agora a expectativa é que os primeiros veículos cheguem entre o fim de abril e meados de maio.

De acordo com o gerente de operações da CBTU Recife, José Innocêncio, o sistema atual não suporta mais a demanda sem a entrada dessas unidades. Ele afirma que, sem o reforço, a Linha Sul pode deixar de operar ou funcionar de forma extremamente limitada entre março e abril de 2027.

A utilização de trens seminovos é tratada como uma medida emergencial. A produção e entrega de novos veículos levariam entre dois e três anos, prazo considerado incompatível com a situação atual da rede. “Foi a alternativa encontrada para manter o funcionamento mínimo do sistema”, afirmou o gestor.

Apesar das críticas em relação à ausência de ar-condicionado, a CBTU argumenta que a prioridade, neste momento, é garantir a continuidade do serviço. Os trens que serão enviados contam com sistema de ventilação, com saídas de ar e janelas que permitem circulação constante, como forma de amenizar o calor na Região Metropolitana do Recife.

A necessidade de soluções emergenciais reflete o cenário de redução de investimentos no sistema ao longo dos últimos anos. Segundo a companhia, o metrô opera há cerca de uma década com orçamento inferior ao necessário para custeio e manutenção, além de utilizar equipamentos antigos, alguns em operação desde a década de 1980.

O envio dos trens depende de etapas paralelas em outros estados. Em Minas Gerais, a liberação das composições está condicionada à chegada de novos veículos adquiridos para o sistema local. Já no Rio Grande do Sul, o repasse das unidades depende de recursos federais para viabilizar a transferência.

A estratégia faz parte de uma fase de transição até a implementação de uma Parceria Público-Privada (PPP), que prevê a concessão do sistema metroviário. O leilão está previsto para dezembro de 2026. O projeto inclui investimentos estimados em R$ 4 bilhões e a aquisição de novos trens com ar-condicionado, mas a entrega completa da frota pode levar até cinco anos após a assinatura do contrato.

Até lá, a manutenção da operação depende diretamente da chegada das composições usadas. Sem esse reforço, a CBTU não descarta a interrupção de trechos do sistema, com impacto direto na mobilidade urbana da capital pernambucana e da região metropolitana.

 

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