Segundo reportagem da Marco Zero Conteúdo, Conselho de Desenvolvimento Urbano aprovou a viabilidade do empreendimento, enquanto preservação da área verde gera questionamentos.
Tradicional casarão da Mansão Harley Lundgren Foto: Divulgação/Portal de Prefeitura
O tradicional casarão da Mansão Harley Lundgren, localizado entre os bairros da Tamarineira e do Parnamirim, na Zona Norte do Recife, poderá passar a dividir espaço com um novo empreendimento imobiliário de alto padrão. De acordo com reportagem publicada pela Marco Zero Conteúdo, o Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU) aprovou a viabilidade urbanística para a construção de três torres residenciais de 19 pavimentos na área dos jardins do imóvel.
O projeto prevê cerca de 85 apartamentos, com metragens entre 297 m² e 370 m², além de 362 vagas de estacionamento. As edificações deverão alcançar aproximadamente 60 metros de altura, somando quase 40 mil metros quadrados de área construída.
Ainda conforme a Marco Zero Conteúdo, na mesma reunião o CDU aprovou o reconhecimento da Mansão Harley Lundgren como Imóvel Especial de Preservação (IEP). Com isso, a construção histórica permanecerá preservada e deverá integrar a área de lazer do futuro condomínio.
A residência pertenceu à família Lundgren, fundadora das tradicionais Casas Pernambucanas, e é considerada um dos imóveis históricos mais conhecidos da capital pernambucana.
A reportagem destaca que o terreno é classificado pela Prefeitura do Recife como Imóvel de Proteção de Área Verde (IPAV), categoria que estabelece regras específicas para a conservação da vegetação existente.
Segundo a apuração da Marco Zero Conteúdo, os pareceres aprovados pelo CDU não apresentam, de forma detalhada, os cálculos que comprovem a manutenção do percentual mínimo de área verde exigido para esse tipo de imóvel. O levantamento também aponta que o documento não informa quantas árvores poderão ser removidas durante a implantação do empreendimento nem detalha eventuais medidas de compensação ambiental.
De acordo com a Marco Zero Conteúdo, tanto a Prefeitura do Recife quanto a empresa responsável pelo projeto foram procuradas para esclarecer questões relacionadas às próximas etapas do licenciamento ambiental, à preservação da vegetação e aos investimentos previstos para o empreendimento.
Até a publicação da reportagem original, as respostas ainda não haviam sido apresentadas. O veículo informou que o conteúdo será atualizado caso haja manifestação oficial das partes envolvidas.
Fonte: Reportagem da Marco Zero Conteúdo, publicada em 17 de julho de 2026.
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