Guarda Municipal do Recife Foto: Divulgação/PCR
O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais do Recife (Sindguardas-Recife), Alessandro Sena, fez duras críticas à gestão do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), ao comentar as condições de trabalho enfrentadas pelos agentes da Guarda Municipal.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o dirigente sindical afirmou que a realidade vivida pelos servidores contrasta com o discurso adotado pelo ex-prefeito sobre segurança pública. Segundo Sena, problemas estruturais nas bases da corporação colocam em risco tanto os profissionais quanto a qualidade do atendimento prestado à população.
Durante a gravação, Alessandro Sena afirmou que João Campos não teria priorizado investimentos na estrutura da Guarda Municipal enquanto esteve à frente da Prefeitura do Recife.
Segundo ele, a base da Guarda inaugurada no Marco Zero foi apresentada oficialmente meses após já estar em funcionamento e, ainda assim, continuaria sem oferecer condições básicas de trabalho aos servidores.
"Ele diz que é o governador da segurança do Estado de Pernambuco. Mas como? Se sequer consegue dar condições dignas para quem trabalha na Guarda Municipal", afirmou.
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Na avaliação do presidente do sindicato, antes de propor mudanças para a segurança pública estadual, seria necessário solucionar problemas enfrentados pelos próprios agentes municipais.
Entre as principais críticas feitas por Alessandro Sena está a ausência de infraestrutura considerada essencial para o funcionamento da base.
Segundo o sindicalista, os profissionais cumprem plantões sem acesso a banheiros e enfrentam dificuldades que afetam diretamente o exercício da atividade.
O dirigente afirmou ainda que guardas municipais do sexo feminino teriam desenvolvido problemas de saúde em razão das condições enfrentadas no ambiente de trabalho.
Para ele, a situação demonstra falta de valorização dos profissionais responsáveis pelo patrulhamento preventivo e pela proteção do patrimônio público da capital.
Durante a manifestação, Alessandro Sena afirmou que a precariedade da estrutura não afeta apenas os servidores, mas também compromete a qualidade do serviço oferecido aos recifenses.
Segundo ele, profissionais que trabalham em condições inadequadas enfrentam maiores dificuldades para desempenhar suas funções com eficiência.
"A população precisa de um serviço de qualidade, mas os servidores continuam trabalhando em condições precárias", declarou.
O presidente do Sindguardas também citou outras forças de segurança e afirmou que policiais militares e policiais penais devem observar a forma como, segundo ele, a Guarda Municipal tem sido tratada pela gestão.
As declarações de Alessandro Sena repercutiram nas redes sociais e abriram novo debate sobre a estrutura da Guarda Municipal do Recife e os investimentos destinados à segurança pública.
Até a publicação desta reportagem, João Campos não havia se manifestado sobre as críticas apresentadas pelo presidente do Sindguardas-Recife. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento do ex-prefeito ou de sua assessoria.
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