Neoenergia corta energia da Prefeitura de Cortês. (Foto: Divulgação/ Neoenergia)
Prédios administrativos da Prefeitura de Cortês, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, tiveram o fornecimento de energia elétrica suspenso na terça-feira, 28 de julho, em razão de débitos pendentes junto à Neoenergia Pernambuco.
Em nota, a conssessonária informou que a interrupção ocorreu após diversas tentativas de negociação com a administração municipal, sem que fosse firmado um acordo para regularizar os valores em atraso.
A distribuidora afirmou que cumpriu todos os procedimentos e prazos previstos para tratativas administrativas antes de efetuar a suspensão do fornecimento.
A concessionária também declarou que lamenta os transtornos causados aos servidores públicos e à população afetada pela medida e reiterou que permanece disponível para retomar as negociações com a gestão municipal.
Segundo a Neoenergia Pernambuco, o abastecimento de energia será restabelecido assim que a dívida for quitada. Até o momento, a Prefeitura de Cortês não havia se manifestado publicamente sobre a suspensão do serviço.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por intermédio da Promotoria de Justiça de Cortês, expediu recomendação, cobrando providências imediatas da gestão municipal diante da paralisação do concurso público para a Guarda Civil Municipal.
De acordo com a recomendação, o certame, regido pelo edital nº 001/2023, já ultrapassa dois anos sem homologação, o que levanta questionamentos sobre a legalidade e a eficiência administrativa.
O MPPE destaca que, em audiência realizada em março deste ano, representantes da Prefeitura se comprometeram a iniciar, em até 15 dias, o processo para contratação da instituição responsável pelo Curso de Formação, que é etapa obrigatória para a conclusão do concurso.
Segundo o MPPE, o prazo expirou sem que fosse adotada qualquer medida concreta. Mesmo após notificações de urgência enviadas em abril, a administração municipal não se pronunciou, caracterizando resistência ao cumprimento do acordo firmado. Outro ponto crítico apontado pelo MPPE é a existência de contratações temporárias para funções de segurança.
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