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Precatórios do Fundef entram na conta do Recife, mas gestão João Campos prioriza despesas de custeio

Prefeitura do Recife recebeu R$ 445,4 milhões em precatórios de professores, mas recursos serão usados para contas da administração.

Portal de Prefeitura

02 de dezembro de 2025 às 16:10   - Atualizado às 16:23

Coordenadora do Simpere, Jaqueline Dornelas, e o prefeito João Campos.

Coordenadora do Simpere, Jaqueline Dornelas, e o prefeito João Campos. Foto: Montagem Portal/Beto Dantas

A Prefeitura do Recife já recebeu R$ 445,4 milhões referentes aos precatórios do Fundef de professores da rede municipal, leiloados com desconto de 21,81% para o banco Itaú Unibanco. Apesar do ingresso do montante na semana passada, nenhum professor receberá valores neste ano. O registro da receita já consta no Portal da Transparência do Recife.

A operação financeira foi uma estratégia da gestão do prefeito João Campos (PSB) para reforçar o caixa do município e garantir o pagamento de obrigações de 2025. Conforme documentos obtidos pelo Blog manoel medeiros, os recursos serão usados prioritariamente para quitar dívidas com servidores inativos, incluindo folhas de pagamento do Recifin, e outras despesas correntes.

O leilão dos precatórios permitiu à Prefeitura receber antecipadamente os valores, abrindo mão de R$ 124 milhões de créditos garantidos pela União, que seriam repassados em parcelas entre 2026 e 2028. Essa operação visa garantir fluxo de caixa e evitar que parte das dívidas entre para o próximo ano sem pagamento, já que a Prefeitura vem enfrentando déficits recorrentes, agravados durante o ano eleitoral de 2024.

Segundo o Simpere, sindicato que representa os professores, a mobilização da categoria conseguiu assegurar que parte dos juros seja rateada e que R$ 30 milhões sejam antecipados até fevereiro de 2026, beneficiando ativos, aposentados e herdeiros. No entanto, a maior parte do valor obtido no leilão será destinada a despesas de custeio da Prefeitura, e não ao pagamento direto dos professores.

De janeiro a novembro de 2025, o município gastou R$ 1,12 bilhão em dívidas de anos anteriores, incluindo R$ 694,5 milhões em restos a pagar e R$ 423,8 milhões em despesas de exercícios anteriores (DEA), representando cerca de 14% das despesas totais do ano.

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O leilão dos precatórios e o uso prioritário dos recursos para despesas administrativas geraram debate sobre transparência e prioridade na aplicação de recursos públicos, especialmente considerando que a verba tem origem em benefícios conquistados historicamente pelos professores.

A expectativa é que a Prefeitura continue utilizando a receita do leilão para equilibrar o orçamento, enquanto a categoria docente aguarda os repasses futuros previstos na legislação e na negociação com o município.

Da redação do Portal com informações do blog Manoel Medeiros 

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