PF deflagra operação contra extração ilegal de argila em Pernambuco. (Foto: Divulgação)
A Polícia Federal (PF), com apoio da Agência Nacional de Mineração, deflagrou nesta quarta-feira, 1° de julho, a Operação LUCRO ARGILOSO, com o objetivo de dar cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido em face da prática de extração de matéria-prima pertencentes à União, sem a competente autorização, permissão, concessão ou licença.
As investigações tiveram início em janeiro de 2025, ocasião em que foi realizada fiscalização in loco na lavra ilegal de argila por equipe da Agência Nacional de Mineração.
Exame pericial realizado por peritos ambientais da Polícia Federal no local de extração, município de Ipojuca, concluiu que no curso da atividade minerária a remoção de argila atingiu uma área estimada de 39.991,7 m² e o volume de argila extraído foi estimado em 138.598 m³, com prejuízo estimado em R$ 5.176.635,30.
Constatou-se ainda que em consequência da atividade ilícita houve ainda danos à flora, com supressão, principalmente, de vegetação rasteira/arbustiva, degradação e remoção do solo, favorecendo o desenvolvimento de processos erosivos.
O nome LUCRO ARGILOSO faz referência à atividade investigada voltada a extração indevida do material mineral (argila) havendo fortes indícios de comercialização indevida.
O mandado de busca e apreensão objetiva apreender documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos probatórios que permitam aprofundar as investigações e identificar os responsáveis.
Os investigados poderão responder, conforme o caso, por delito ambiental previsto na lei 9605/98, bem como por usurpação de bem da União (lei 8176/91).
A Polícia Federal ressalta que as investigações seguem em andamento e que os fatos ainda estão sob apuração.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 1º de junho, a terceira fase da Operação Chiado, que tem como objetivo aprofundar as investigações sobre uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes a concursos públicos e na lavagem de dinheiro.
A ação foi realizada em cumprimento a decisões da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco e integra uma investigação iniciada após a descoberta de um esquema durante a aplicação de um concurso público em 2024.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal nos municípios de Recife, Itaquitinga, Goiana e Paulista, em Pernambuco, além de João Pessoa, na Paraíba.
Além das buscas, a Justiça Federal determinou o sequestro e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, em valores que ultrapassam R$ 1,3 milhão. A medida busca impedir a movimentação de recursos que, segundo a investigação, podem estar relacionados às atividades atribuídas ao grupo.
De acordo com a Polícia Federal, esta etapa da operação representa um desdobramento das fases anteriores da Operação Chiado, que investiga um esquema de fraude em concursos públicos realizado por meio da utilização de equipamentos eletrônicos para transmissão clandestina de informações durante as provas.
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