João Campos Foto: Divulgação
A nova rodada da pesquisa Veritá, divulgada neste domingo (5 de abril de 2026), trouxe um dado fundamental para as estratégias de campanha: o "teto" de rejeição dos pré-candidatos ao Governo de Pernambuco. Quando isolamos os votos válidos de rejeição, ou seja, descartando os 15,6% que não souberam responder o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), aparece com o maior índice de veto, chegando a 30,1%.
A atual governadora, Raquel Lyra (PSD), apresenta uma situação oposta. Sua rejeição em votos válidos é de 15,2%, praticamente a metade da registrada por seu principal adversário. Esse indicador sugere que Raquel tem, hoje, uma barreira menor para conquistar o eleitorado que atualmente vota em nomes da "terceira via".
O índice de rejeição é calculado perguntando ao eleitor em quem ele "não votaria de jeito nenhum":
| Candidato(a) | Rejeição (Votos Válidos) |
| João Campos (PSB) | 30,1% |
| Anderson Ferreira (PL) | 19,1% |
| Raquel Lyra (PSD) | 15,2% |
| Gilson Machado (PL) | 13,5% |
| Alfredo Gomes (Rede) | 11,3% |
| Ivan Moraes (PSOL) | 5,6% |
| Eduardo Moura (Novo) | 5,2% |
A alta rejeição de João Campos contrasta com o equilíbrio verificado nos outros recortes da pesquisa. Entenda como os dados se cruzam:
Apesar da diferença na rejeição, a preferência direta dos eleitores mostra um empate numérico absoluto. No cenário 1, Raquel Lyra e João Campos aparecem com os mesmos 35,4% (41,4% dos votos válidos). Isso indica que, embora João tenha uma base de apoio muito fiel e igual à de Raquel, ele enfrenta uma resistência maior do "lado de fora" dessa bolha.
Na lembrança espontânea (sem lista de nomes), a governadora Raquel Lyra leva vantagem: 19,1% contra 13,0% de João Campos. A análise técnica aponta que Raquel possui uma imagem mais consolidada em todo o estado, enquanto João ainda busca nacionalizar/estadualizar o recall obtido na capital. No entanto, o número de indecisos na espontânea é enorme: 66,7%.
No quesito "segunda opção de voto", os dois líderes empatam novamente com 15,6%. Logo atrás, surgem Anderson Ferreira (12,1%) e Gilson Machado (10,0%). Como Raquel Lyra é menos rejeitada pelo eleitor médio (15,2% nos válidos), ela possui, em tese, maior facilidade para herdar os votos desses candidatos de direita em um eventual segundo turno contra João Campos.
A pesquisa do Instituto Veritá foi realizada entre 24 e 30 de março de 2026, ouvindo 2.010 eleitores em Pernambuco.
A fotografia atual do Veritá mostra um Pernambuco dividido, onde a baixa rejeição de Raquel Lyra atua como seu principal ativo estratégico, enquanto a popularidade de João Campos precisa lidar com uma barreira de resistência que já atinge um terço dos votos válidos do estado.
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A governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparecem em um empate numérico absoluto, ambos com 35,4%.
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